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Ebola já tem 70% de mortalidade em todos os casos, diz OMS  

Em novo estudo, a organização desmente o dado de que há 50% de chances de sobrevivência

Internacional|Do R7

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"Esse vírus está matando sete em cada dez pessoas infectadas"
"Esse vírus está matando sete em cada dez pessoas infectadas"

O vírus ebola pode matar até 70% das pessoas infectadas, além de criar até 10 mil novos casos por semana na África Ocidental, disse a OMS (Organização Mundial de Saúde), nesta terça-feira (14).

De acordo com Bruce Aylward, da OMS, há alguns sinais de progresso nos países mais afetados, já que o número de novos casos está caindo. Entretanto, a doença está se espalhando através de uma região geográfica mais ampla, incluindo a fronteira com Costa do Marfim, e continua crescendo nas capitais nacionais.


Em conferência telefônica, Aylward reiterou um comentário feito na última semana em Washington, durante uma reunião do Banco Mundial. "Esse vírus está matando sete em cada dez pessoas infectadas". A afirmação desmente muitas estimativas que previam que o vírus matava metade das vítimas.

"Tivemos que identificar cuidadosamente os pacientes individuais para ver quem passou por todos os estágios do vírus. Quando fazemos isso com cuidado, descobrimos que 70% dos pacientes estão morrendo, e que esse número é bastante alto nos três países mais afetados", disse Aylward ao jornal Washington Post.


— No ritmo atual, provavelmente haverá de 5.000 a 10.000 novos casos por semana na Libéria, Serra Leoa e Guiné até 1º de dezembro. 

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Para conter o surto, a OMS tem um plano para se certificar de que 70% dos enterros são seguros e que 70% dos pacientes doentes estão recebendo tratamento.


Um dos epicentros da epidemia, em Lofa, na Libéria, além de dois distritos em Serra Leoa, tem visto uma queda em novos casos. Para Aylward, talvez isso seja reflexo de uma "mudança real no comportamento", inclusive nas práticas funerárias. 

Depois do diagnóstico positivo para ebola de uma enfermeira nos Estados Unidos, que cuidava do primeiro paciente morto no país, Thomas Duncan, o diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, Thomas Frieden, disse que é fundamental alterar os protocolos de segurança para trabalhadores de saúde.

"Temos que repensar toda nossa forma de abordar o controle de infecção por ebola, porque essa epidemia é inaceitável", disse Frieden.

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