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Eleição de Azevêdo para dirigir OMC favorece ordem mundial mais "justa": Rousseff

Internacional|Do R7

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A escolha do brasileiro Roberto Azevêdo como próximo diretor da Organização Mundial do Comércio (OMC) se enquadra no objetivo de favorecer "uma ordem econômica mundial mais dinâmica e justa", disse nesta terça-feira a presidente Dilma Rousseff ao comemorar a escolha.

"Ao apresentar sua candidatura, o Brasil tinha claro que, por sua experiência e compromisso, Azevêdo poderia conduzir a Organização na direção de uma ordem econômica mundial mais dinâmica e justa. Esta mensagem foi entendida pela grande maioria", que o escolheu, disse Rousseff através de uma nota à imprensa divulgada pela presidência.


Para a presidente, "esta não foi uma vitória do Brasil, nem de um grupo de países, mas sim da Organização Mundial de Comércio", e pediu que o organismo internacional dê um "vigoroso e equilibrado estímulo ao comércio mundial, fundamental para que a economia global entre em um novo período de crescimento e justiça social".

Para o chanceler brasileiro, Antonio Patriota, a eleição de Azevedo "reflete uma ordem internacional em transformação, em que países emergentes demonstram capacidade de liderança", disse ele em coletiva de imprensa em Brasília.


"O prestígio que o Brasil acumula na OMC vem de alguns anos", afirmou Patriota ao lembrar o papel de liderança que o país assumiu na OMC sob a presidência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-chanceler Celso Amorim, quando foi criado o G20 de países em desenvolvimento.

"Muita coisa começou com Amorim e o surgimento do G20 na OMC, uma organização que estava muito dominada pela União Europeia, Estados Unidos e Japão, e passou a incorporar de forma mais eficaz os países emergentes", afirmou.


Azevêdo, cuja escolha foi anunciada em Genebra e deve ser oficializada na quarta-feira pela OMC, derrotou o mexicano Herminio Blanco.

Patriota destacou que Azevêdo ganhou apoio "de todas as regiões do mundo". Apesar de o resultado exato da votação não ter sido divulgado, a chancelaria informou que Azevêdo venceu por uma margem ampla.

ym/nr/mv

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