Eleições 2026: jornais internacionais citam polarização e possível interferência externa
Neste domingo, mais de 158 milhões de eleitores poderão comparecer às urnas para escolher os novos representantes políticos
Internacional|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília
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As eleições brasileiras, marcadas pela polarização, ganharam destaque em alguns dos principais veículos de comunicação internacional, que citam, principalmente, o cenário de tensão diplomática com os Estados Unidos, ameaças externas e crises internas.
Neste domingo (4), mais de 158 milhões de eleitores poderão comparecer às urnas para escolher os novos representantes políticos.
O jornal norte-americano “The New York Times” disse que o pleito seria o “maior teste para a direita e para o histórico de sucesso do Sr. Trump: O Brasil”.
“Enquanto os brasileiros se preparam para ir às urnas, a questão que paira sobre a maior democracia da América Latina é se o Sr. Trump tentará influenciar a eleição presidencial do próximo mês”, diz o NYT ao escrever sobre uma possível interferência de Trump nas eleições brasileiras.
Já o “The Washington Post”, que fez uma série de matérias sobre as eleições brasileiras, falou em “ascensão tardia” de Flávio Bolsonaro e sobre a proposta do candidato em anistiar os presos do 8 de janeiro.
“Flávio Bolsonaro está concorrendo à presidência em parte para libertar Jair Bolsonaro de sua sentença de 27 anos por tentativa de abolição violenta do Estado de Direito democrático e outras violações”, escreveu.
Na França, o “Le Monde” falou sobre a ameaça de interferência estrangeira nas eleições brasileiras. Segundo a matéria, os brasileiros decidiriam se “a maior democracia da América Latina continuará sendo uma democracia”, alegando uma suposta cumplicidade entre Flávio e o governo de Donald Trump.
“Nós, intelectuais, artistas, figuras públicas e cidadãos que assinamos esta carta aberta, alertamos a opinião pública internacional: o que acontece no Brasil nos diz respeito a todos”, disse o jornal francês.
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Nos últimos meses, movimentos e decisões feitas por Trump acenderam um alerta para uma possível interferência no processo eleitoral brasileiro. O receio do Executivo cresce à medida que os Estados Unidos fazem gestos de apoio a outros candidatos de direita de países da América Latina que também passaram por eleições.
Os britânicos “The Economist” e “The Guardian” falaram em um pleito “acirrado” e que o resultado não traria a mudança que o país precisa. O segundo veículo aborda, ainda, os ganhos dos Estados Unidos em uma possível vitória de Flávio Bolsonaro.
O “The Economist” faz críticas aos dois maiores candidatos à presidência. No caso de Lula, o veículo diz que o atual presidente “fez muito pouco para impulsionar o crescimento ou conter os gastos”. Já Flávio Bolsonaro é associado a supostos vínculos com criminosos violentos e seu negacionismo às mudanças climáticas.
“Os dois estão empatados nas pesquisas, com Flávio em ascensão. Nenhum dos dois é considerado confiável para lidar com os dois maiores problemas do Brasil: a corrupção enraizada e a expansão desenfreada dos gastos públicos”, diz.
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