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Entenda como se desenvolveu equipamento que revolucionou as eleições no Brasil há 30 anos

Especialistas das Forças Armadas, bem como dos ministérios da Ciência e Tecnologia e das Comunicações, atuaram nessa criação

2026|Da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A urna eletrônica no Brasil foi desenvolvida com a colaboração de especialistas das Forças Armadas e dos ministérios da Ciência e Tecnologia e das Comunicações.
  • O sistema eletrônico foi introduzido parcialmente em 1996 e, em 2000, todos os eleitores passaram a votar eletronicamente.
  • Ao longo dos anos, a urna eletrônica passou por diversas melhorias, incluindo a introdução de identificação biométrica e auditorias de segurança.
  • O Brasil é referência mundial em votação eletrônica, com 30 anos de uso sem fraudes comprovadas, e vários outros países também utilizam sistemas eletrônicos de votação.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Antes de 1996, processo eleitoral estava sujeito a fraudes e a demora na divulgação dos resultados Luiz Roberto/TSE – Arquivo

Os mais jovens não conhecem a experiência de chegar à seção de votação, receber um papel com os nomes dos candidatos, marcar os escolhidos à caneta e depositar o papel dobrado em uma urna de lona.

Encerrado o período de votação, a população esperava dias para saber quem seriam os novos deputados, senadores, governadores e presidente da República. Este ano, completam-se 30 anos da maior revolução eleitoral no Brasil, a urna eletrônica.

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Não é exagero dizer que a urna eletrônica é motivo de orgulho para o Brasil. Enquanto países desenvolvidos ainda votam em papel e aguardam vários dias pelo resultado, o Brasil conhece os eleitos em poucas horas, no mesmo dia do pleito. Tudo por meio de um sistema eletrônico seguro, como garante o próprio TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

As décadas de voto em cédulas expuseram várias fragilidades. A apuração era manual e levava dias, o que abria espaço para fraudes. Uma das mais conhecidas era a da “urna grávida” — nome dado quando cédulas já preenchidas eram colocadas antes de iniciado o processo de votação.

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A revolução na Justiça Eleitoral começou em 1995. Especialistas de vários órgãos, entre eles as Forças Armadas, Ministério da Ciência e Tecnologia e Ministério das Comunicações, participaram do desenvolvimento da urna eletrônica.

A urna eletrônica estreou nas eleições municipais de 1996 e foi batizada de Coletor Eletrônico de Votos, ou apenas “CEV”. E esse ainda é o nome oficial dela, embora não seja muito usado.

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Evolução

Naquele ano, o uso do sistema eletrônico ocorreu de forma parcial, em caráter de teste. A partir das eleições municipais do ano 2000, todos os eleitores do país votaram eletronicamente.

Ao longo dos anos, a urna passou por melhorias, com aumento da segurança e inserção de recursos para o eleitor.

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Confira alguns deles:

  • Em 1998, a urna passou a mostrar a foto de todos os candidatos.
  • Em 2002, foram instituídos a cerimônia pública de lacração dos sistemas e o teste de integridade.
  • Em 2004, os códigos-fonte dos sistemas começaram a passar por auditoria.
  • Em 2006, foi o início da identificação biométrica, que seria adotada em larga escala anos depois.
  • Em 2022, a urna teve a capacidade de processamento aumentada em 18 vezes e ganhou tela sensível ao toque no terminal do mesário.

E, em 2026, 30 anos após o nascimento, a urna eletrônica continua a trazer inovações. Agora, a tela apresentará intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais) com indicação de voto nulo ou branco, legenda, uma barra de progresso da votação na parte superior do painel e quantos dígitos são esperados para cada cargo.

Segurança e fiscalização

Um ano antes das eleições deste mês, em outubro de 2025, o TSE abriu o acesso aos códigos-fonte, e eles passaram por conferência pelas instituições legitimadas, como partidos políticos, Polícia Federal e Ministério Público. As inspeções ocorreram até setembro último, quando ocorreu a lacração dos sistemas eleitorais.

O processo de votação é conferido e passa por mais de 40 tipos de auditoria — antes, durante e depois das eleições.

A fiscalização se dá em vários momentos: na abertura do código-fonte; no momento do Teste Público de Segurança; durante os testes de integridade; por meio do RDV (Registro Digital do Voto); com a emissão Boletim de Urna; e, por fim, com a publicação de arquivos e resultados.

A urna eletrônica não é conectada à internet e não recebe conexão via bluetooth ou wi-fi. Por isso, não é possível que ela sofra um ataque hacker ou alguma fraude on-line.

Após a votação terminar, a urna grava as votações recebidas em uma mídia, com dados criptografados e protegidos por assinatura digital.

O equipamento também emite um relatório. É o Boletim de Urna, que registra os resultados daquela seção eleitoral. A mídia é usada para transmitir os dados ao sistema de totalização, em uma rede usada exclusivamente pela Justiça Federal. Ainda é possível conferir se o documento apresenta os mesmos dados recebidos pelo sistema de totalização.

Outros países

Em 30 anos de uso da urna eletrônica, a Justiça Eleitoral nunca registrou uma fraude comprovada.

Não é só o Brasil que usa a tecnologia para computar votos nas eleições. Ao menos 34 países usam ou já usaram sistemas eletrônicos de votação.

Dezessete deles usam urnas eletrônicas, em maior ou menor grau. França, Bulgária, Índia, Peru, México e Estados Unidos, em alguns estados, estão entre essas nações.

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