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Eleições neo-zelandesas podem reeleger Ardern com 'vitória histórica'

Atual premiê é a favorita para vencer pleito no sábado (17) e pode ganhar maioria sem necessidade de coalizão, feito inédito em mais de duas décadas

Internacional|Da EFE, com R7

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Ardern pode ser reeleita em vitória histórica, apontam pesquisas
Ardern pode ser reeleita em vitória histórica, apontam pesquisas

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, é uma das favoritas nas eleições de sábado (17), nas quais o Partido Trabalhista tem a chance de uma vitória histórica que lhe permitiria governar sozinha e daria ao novo governo uma virada à esquerda.

De acordo com as duas pesquisas mais recentes, os Trabalhistas podem ganhar entre 59 a 61 cadeiras das 120 que compõem o Parlamento da Nova Zelândia, levantando a questão se eles precisarão se aliar ao Partido Verde ou obter uma maioria absoluta que lhes permita formar o primeiro governo sem coalizão em mais de duas décadas.

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“Estou usando cada hora que falta para lembrar as pessoas de votarem”, destacou Ardern em fotos postadas no Facebook em que apareceu cercada de apoiadores nesta sexta-feira (16), véspera das eleições, que serão acompanhadas de dois referendos sobre a legalização da maconha de forma recreativa e a eutanásia.

Por sua vez, a rival Judith Collins apareceu em um vídeo carregando faixas de seu Partido Nacional acompanhada por vários de seus candidatos na cidade de Auckland, na tentativa de atrair o voto dos indecisos e conservadores que simpatizam com as formações minoritárias.

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Apesar de favoritismo, especialistas alertam que imprevistos acontecem
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Previsões do resultado

Segundo as pesquisas, o Partido Nacional ganharia entre 40 e 41 das cadeiras, enquanto o Verde e o liberal ACT garantiriam uma representação parlamentar menor.

O grande perdedor seria o New Zealand First, atual parceiro dos Verdes da coalizão governante, que obteria 3% dos votos, abaixo do mínimo obrigatório de 5% para entrar no Parlamento.

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Se Ardern obtiver maioria absoluta, "um governo mais transformador poderia ser visto", disse à Efe Jennifer Lees-Marshment, especialista em gestão política da Universidade de Auckland, que foi cautelosa ao lembrar que pesquisas preliminares tiveram "resultados inesperados" no passado, como a vitória de Donald Trump ou o Brexit em 2016.

Lees-Marshment, autor de quinze livros, também alertou que "pode ​​haver acontecimentos imprevistos porque os Verdes têm problemas para manter o apoio de suas bases, já que as decisões que adotaram como parte da coalizão de governo foram contra seus princípios.”

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Estabilidade perante a crise

Como em todas as partes do mundo, o coronavírus teve um grande impacto econômico na Nova Zelândia, cujo governo foi elogiado mundialmente por sua gestão rápida e eficaz da pandemia, que incluiu confinamentos estritos e o fechamento de fronteiras internacionais.

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Mesmo com o surto do coronavírus em meados de agosto na cidade de Auckland, quando a Nova Zelândia tinha chegado a 102 dias sem infecções locais, o país acumula apenas 1.524 casos, que incluem 25 óbitos, bem abaixo dos números de países desenvolvidos.

Ardern capitaliza este sucesso com a promessa eleitoral de que continuará a fornecer "estabilidade, continuidade e certeza" com um plano de recuperação econômica que se concentra em "pessoas, empregos, infraestrutura, comércio global e conexões."

Lees-Marshment observou que embora Ardern ganhe "respeito pela liderança que demonstrou em tempos de crise", os neozelandeses não estão esquecendo suas promessas quebradas, como tornar a moradia mais acessível ou eliminar a pobreza infantil, e eles se perguntam sobre sua "habilidade de fazer grandes reflexões pós-cobiça".

"Ainda não terminei", disse Ardern no debate eleitoral de quinta-feira contra Collins, enfatizando que, para alcançar "mudanças reais e transformadoras, é necessário tomar medidas que unam as pessoas" para chegar a um consenso.

Rival de Ardern, Judith Collins, mira em conservadores e indecisos
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Outras promessas

Ardern também prometeu avançar em cinco anos sua meta de 100 por cento da eletricidade sendo gerada por energia renovável, bem como a eliminação progressiva de plásticos difíceis de reciclar até 2025.

Por sua vez, o Partido Nacional vai privilegiar os incentivos à promoção dos veículos elétricos, embora procure reverter a proibição da exploração de hidrocarbonetos e promover a mineração responsável, no âmbito de um plano de governo que inclui investimentos em infraestruturas e redução de impostos.

Da mesma forma, Ardern sublinhou que, se chegar a um segundo mandato, não introduzirá o polêmico imposto sobre o patrimônio do Partido Verde para tributar um por cento sobre a renda que exceda 659.650 dólares neozelandeses, cerca de R$ 2,4 milhões.

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