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Eleições presidenciais são encerradas no Irã. Resultado deve sair em 24 h

Resultado mais provável é que ocorra o segundo turno, previamente marcado para 21 de junho

Internacional|Do R7

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O reformista Hassan Rohani se tornou um dos favoritos
O reformista Hassan Rohani se tornou um dos favoritos

As eleições presidenciais e locais terminaram nesta sexta-feira (14) no Irã depois de 15 horas de votações, nas quais as autoridades asseguram que a participação foi em massa, considerando um claro apoio à legitimidade do regime islâmico.

A última Província a fechar os centros de votação foi Teerã, onde o governador autorizou sua abertura até as 23h (horário local, 15h30 de Brasília), porque muitos ainda registravam longas filas, segundo mostrou a televisão oficial IRIB.

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Na longa jornada de votação, segundo diferentes portais informativos da internet e meios de imprensa locais consultados pela EFE, que divulgam dados próprios, nenhum candidato teria obtido uma maioria acima de 50%, por isso, seria preciso realizar um segundo turno, que aconteceria no dia 21 de junho.

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As pesquisas e consultas destes meios de imprensa teriam sido realizadas pela internet ou por telefone, pelos quais os dados, que em sua maioria incluem entre os dois mais votados o candidato reformista moderado Hassan Rohani, não têm uma confiabilidade estatística.

Os quatro candidatos ultraconservadores, Saeed Jalili, Ali Akbar Velajati, Mohamad Bagher Qalibaf e Mohsen Rezaei, estão muito igualados nestas projeções e sua situação, em algumas ocasiões, parece depender das regiões onde foram realizadas as consultas, enquanto o tecnocrata Mohamad Gharazi não aparece.

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Se Rohani — patrocinado pelos ex-presidentes reformistas Akbar Hashemi Rafsanjani e Mohamed Khatami — passar para o segundo turno, será um triunfo do poder de convocação deste setor, ao ter atraído os desencantados das presidenciais de 2009, nas quais houve denúncias de fraude e protestos sangrentos reprimidos.

Espera-se que o Ministério do Interior divulgue os dados finais provisórios das presidenciais antes de 24 horas e, posteriormente, terão que ser ratificados pelo Conselho de Guardiães, o órgão religioso que supervisiona a vida política do sistema teocrático da República Islâmica.

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As autoridades não deram números de participação, mas a diferença com as eleições legislativas de 2012, quando muitos centros de votação permaneceram praticamente vazios, foi palpável e se viram grandes filas em muitos deles, com até mais de três horas de espera apesar ao intenso calor da jornada.

O porta-voz do Conselho de Guardiães, Abbas Ali Kadjodai, em um pronunciamento aos jornalistas pouco antes do fechamento dos colégios eleitorais, afirmou que não tiveram notícias de irregularidades destacáveis durante a jornada de votação.

Kadjodai assinalou que os representantes do conselho, formado por 12 clérigos e jurisconsultos muçulmanos xiitas, permanecerão em todos os centros até que a apuração termine.

O chefe da Polícia Nacional iraniana, o general Esmail Ahmadi Moghadam, assegurou que "não houve nenhum problema de segurança" e lembrou que, para garantir a segurança do país, algumas passagens de fronteira foram fechadas.

Em Teerã, a segurança foi extremada no interior e nos limites dos centros eleitorais, com a presença de vários policiais e milicianos dos Voluntários Islâmicos (Basij), mas nas ruas a presença policial era a normal.

Também as comunicações, especialmente pela internet, tiveram problemas ao se reduzir a velocidade de conexão, o que tornava impossível ou extremamente lento abrir muitas páginas web e a transmissão de dados.

Com a oposição laica banida, os nacionalistas islâmicos do atual presidente, Mahmoud Ahmadinejad, marginalizados e com os reformistas muito debilitados, estas presidenciais foram as eleições mais restritas da história da República Islâmica, que em cada processo eleitoral relega mais setores e reduz sua base.

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