Internacional Eleições serão realizadas em 14 de abril na Venezuela

Eleições serão realizadas em 14 de abril na Venezuela

O líder da oposição Henrique Capriles  e o presidente interino Nicolás Maduro são os principais concorrentes ao cargo

Eleições serão realizadas em 14 de abril na Venezuela

A Venezuela realizará eleições presidenciais em meados de abril, informou a comissão eleitoral do país neste sábado (9), em um momento no qual o presidente em exercício, Nicolas Maduro, tenta se beneficiar de um apelo sentimental de seu ex-mentor, Hugo Chávez, para ocupar o lugar dele.

Mais cedo, múltiplas fontes da oposição e da comissão eleitoral disseram que dia 14 de abril seria a data provável, embora alguns dentro do governo estejam pressionando para que o evento aconteça no aniversário simbólico de 13 de abril do retorno de Chávez ao poder, após o golpe de 2002 que durou pouco.

Maduro, que já foi ministro das Relações Exteriores e vice-presidente do governo de Chávez, fez um juramento de manter a revolução socialista pessoal de seu guia viva.

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Espera-se que ele enfrente o líder da oposição Henrique Capriles, de 40 anos, o governador centrista do estado de Miranda que perdeu para Chávez nas últimas eleições de outubro.

Pesquisas de opinião mostraram Maduro como o provável ganhador, mas os oponentes de Chávez estavam impacientes e disseram que eles querem ter a chance de acabar com o "Chavismo" nas urnas.

Yesenia Herrera, 33, uma cozinheira de restaurante chinês em um bairro próspero de Caracas, disse que "nós queremos novas eleições agora. Nós queremos mudar. Estamos cansados da era Chávez. Já foram 14 anos".

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Maduro prestou juramento no Congresso na sexta-feira (8) como presidente em exercício e recebeu a faixa presidencial vermelha, amarela e azul.

Chávez era imensamente popular entre os pobres e eles juraram apoiar Maduro. Milhões de pessoas fizeram fila em seu caixão para prestarem seus últimos respeitos e ainda estavam visitando o ex-líder neste sábado.

A Suprema Corte havia mais cedo decidido que Maduro não precisaria deixar o poder para conduzir sua campanha, mas a medida foi denunciada por oponentes como uma violação da Constituição e como "fraude".

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