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Em desacordo com governo, ministro das Finanças do Iraque anuncia renúncia

Internacional|Do R7

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Bagdá, 1 mar (EFE).- O ministro das Finanças do Iraque, Rafei al Essawi, anunciou sua renúncia nesta sexta-feira em frente a milhares de manifestantes sunitas na cidade de Ramadi, capital da província de Al Anbar, que protestam pela política do governo do primeiro-ministro xiita Nouri al-Maliki. "Anuncio minha renúncia a um governo que não respeita os líderes iraquianos nem os filhos do povo iraquiano, e que põe em jogo a unidade do país e de seus clãs", afirmou Essawi. Há dois meses, o Iraque é palco de protestos nas províncias de maioria sunita, desencadeados após a detenção, em 20 de dezembro, de vários seguranças de Essawi, integrante da coalizão opositora Al Iraqiya. Em seu discurso, Essawi afirmou que os clãs da província de Al-Anbar, de maioria sunita, são mais fortes que qualquer governo e garantiu aos manifestantes que não vai vender sua revolta por "uma bagatela ou um cargo falso". "Estou com vocês, minha opção não será um governo que deixou para trás seu povo, abriu fogo contra os filhos de Al Faluja e ameaça emitir ordens de prisão contra os líderes dos manifestantes", declarou. Pouco depois do anúncio, o escritório de al-Maliki informou que não vai aceitar a renúncia do ministro das Finanças até que terminem as investigações sobre as supostas irregularidades financeiras e administrativas que Essawi poderia ter cometido, segundo a televisão oficial "Al Iraqiya TV", que não deu mais detalhes. Os sunitas se sentem agora discriminados depois de terem privilégios durante o regime de Saddam Hussein, derrubado em abril de 2003. Entre suas reivindicações está a libertação de presos sem acusações e a revogação da lei antiterrorista, que os sunitas acreditam ser usada contra eles. Em 22 de janeiro, o partido "Al Iraqiya" anunciou seu boicote às sessões do governo de união nacional, onde a legenda ocupa oito pastas, entre elas a de Finanças. No final do mês passado, Maliki substituiu os oito ministros do Iraqiya por outros membros do Executivo, mas apenas para trabalhos administrativos para que os ministérios pudessem continuar funcionando, já que a titularidade dessas pastas ainda permanece com os membros da coalizão opositora. EFE sy-ms-ssa/tr

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