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Emenda a Acordo na OMC garante a países pobres o direito de importar genéricos

Internacional|Do R7

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Por Tom Miles

GENEBRA (Reuters) - Países pobres têm direito de importar remédios genéricos, disse o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, à Reuters nesta segunda-feira, depois que o número exigido de dois terços de seus membros endossou um acordo que demorou mais de uma década para ser finalizado.

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A emenda ao Acordo Sobre os Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual (Trips, na sigla em inglês) dá às pessoas mais vulneráveis do mundo acesso a medicamentos para doenças como HIV/AIDS, tuberculose e malária, explicou Azevêdo mais tarde em um comunicado.

"A emenda ao Trips está entrando em vigor hoje", disse o brasileiro, referindo-se à primeira alteração da história nos regulamentos de 1995 da OMC, que consolida o que era uma dispensa temporária que permitia países que não conseguem produzir seus próprios genéricos importarem os medicamentos.

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Azevêdo disse que os acordos da OMC não deveriam operar em um vácuo e que também deveriam apoiar o desenvolvimento e uma qualidade de vida melhor em todo o planeta, complementando outras metas como a política ambiental e a saúde pública.

A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, elogiou a emenda, mas disse que ainda resta muito a fazer para tornar os medicamentos acessíveis a bons preços, sejam patenteados ou não.

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"Estamos longe de alcançar a igualdade global no acesso a remédios, especialmente em um momento no qual os custos de alguns tratamentos novos são insustentáveis mesmo nos países mais ricos do mundo", afirmou.

Originalmente, a emenda ao Trips permitia que os governos de nações pobres e em desenvolvimento produzissem genéricos para seus mercados domésticos sem o consentimento dos proprietários das patentes mediante acordos conhecidos como "licenciamento compulsório".

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Mesmo assim, países mais pobres sem capacidade industrial no setor continuavam sem acesso aos medicamentos por não haver regulamentação para importá-los.

Em 2003, membros da OMC concordaram em dar a esses Estados uma dispensa temporária, que vinha sendo renovada a cada dois anos. Em 2005, eles assentiram em tornar a dispensa permanente com a aceitação de dois terços dos 164 integrantes da OMC.

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