Empresa lança missão para encontrar voo da Malaysia Airlines e promete recompensa milionária
Ocean Infinity utilizará veículos subaquáticos, drones de águas profundas e tecnologia avançada de escaneamento
Internacional|Do R7
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Uma empresa de robótica marinha sediada no Texas iniciou na terça-feira (30) uma nova missão para tentar localizar o voo perdido da Malaysia Airlines que desapareceu em 2014, com a promessa de receber uma recompensa milionária caso consiga encontrar os destroços da aeronave.
A operação é conduzida pela Ocean Infinity, empresa com sede em Austin, que firmou um acordo com o governo da Malásia anunciado pelo Ministério dos Transportes no início de dezembro. A missão terá duração intermitente de até 55 dias, prazo máximo autorizado pelas autoridades malaias.
Para a busca, a Ocean Infinity utilizará veículos subaquáticos operados remotamente, drones de águas profundas e tecnologia avançada de escaneamento. Os equipamentos irão varrer uma área de cerca de 6.000 milhas quadradas no fundo do Oceano Índico.
O voo MH370 da Malaysia Airlines, operado por um Boeing 777, desapareceu dos radares em 8 de março de 2014, pouco depois de decolar de Kuala Lumpur com destino a Pequim. Ao todo, 239 pessoas estavam a bordo, entre passageiros e tripulantes. Dois terços dos passageiros eram chineses, além de cidadãos da Malásia, dos Estados Unidos, da Austrália e de outros países.
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O desaparecimento do avião permanece sem explicação até hoje. Nenhum pedido de socorro foi emitido pelos pilotos e o transponder da aeronave parou de transmitir pouco após a decolagem. Dados de satélite indicaram que o avião desviou da rota original e seguiu para o sul, em direção ao Oceano Índico, onde as autoridades acreditam que ele tenha caído.
As buscas iniciais foram interrompidas após 22 dias devido às condições climáticas e nunca mais retomadas. Todos os ocupantes do voo foram oficialmente considerados mortos. Ao longo dos anos, apenas fragmentos esparsos de possíveis destroços foram encontrados em ilhas do Oceano Índico e na costa africana, sem a localização de restos humanos ou de partes significativas da aeronave.
Em 2014, Austrália, Malásia e China lideraram uma operação conjunta que se tornou a maior e mais cara da história da aviação, cobrindo cerca de 46.000 milhas quadradas no sul do Oceano Índico. A busca foi encerrada em 2017 com poucos resultados relevantes.
A Ocean Infinity já havia assumido as buscas em 2018, durante três meses, sob um contrato que previa pagamento apenas em caso de sucesso. O mesmo modelo segue válido para a missão atual. Se a empresa localizar o avião, receberá cerca de 70 milhões de dólares.
Enquanto isso, familiares das vítimas continuam buscando reparação na Justiça. No início de dezembro, um tribunal de Pequim determinou o pagamento de indenizações a oito famílias chinesas, decisão considerada um avanço após anos de disputas judiciais envolvendo a Malaysia Airlines.
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