Entenda por que a Agência Internacional de Energia classifica a crise atual como a pior já enfrentada
Professor diz que somar o fechamento de Ormuz ao fornecimento de gás natural devido à guerra na Ucrânia acende alerta
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O chefe da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol, alertou que o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã está criando a pior crise energética já enfrentada pelo mundo. A guerra no Oriente Médio interrompeu o tráfego marítimo no estreito de Ormuz, que é uma via de passagem para um quinto do fluxo global de petróleo e gás natural liquefeito.
Isso também se soma aos efeitos da guerra da Rússia com a Ucrânia, que já havia interrompido o fornecimento de gás russo para a Europa. Segundo o chefe da agência, a situação atual nos mercados globais de energia é pior do que as crises de 73, 79 e 2022 juntas.
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Em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (21), Vitelio Brustolin, professor de relações internacionais e pesquisador, afirma que classificar a situação atual dos mercados de energia como a pior crise depende do critério, já que o preço do Brent, barril de referência internacional, ainda não dobrou como aconteceu em 2022, ou quadruplicou como em 1973.
“O critério do Birol para afirmar isso é justamente somar a crise atual por conta do fechamento do estreito de Ormuz à crise de fornecimento de gás natural por conta da guerra na Ucrânia, porque a Rússia fornecia 45% do gás natural utilizado na Europa”, explica.
Segundo Brustolin, “hoje 10% do gás da Europa vem da Rússia, comparado com 45% no início da guerra. A Europa tentou diversificar e o maior fornecedor da Europa passou a ser o Catar. Só que o Catar está no contexto da guerra contra o Irã; ele também fornece, via estreito de Ormuz, gás natural liquefeito para a Europa”. Então, a perspectiva da agência internacional é que, somando as duas guerras, essa se tornou a pior crise da história.
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