Logo R7.com
RecordPlus

Entenda por que a Agência Internacional de Energia classifica a crise atual como a pior já enfrentada

Professor diz que somar o fechamento de Ormuz ao fornecimento de gás natural devido à guerra na Ucrânia acende alerta

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Chefe da Agência Internacional de Energia classifica crise atual como a pior da história.
  • Conflitos no Oriente Médio e interrupções no estreito de Ormuz afetam o fluxo de petróleo e gás.
  • Guerra na Ucrânia reduziu o fornecimento de gás russo para a Europa de 45% para 10%.
  • Professor aponta que a análise de crises energéticas depende dos critérios utilizados para comparação.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O chefe da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol, alertou que o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã está criando a pior crise energética já enfrentada pelo mundo. A guerra no Oriente Médio interrompeu o tráfego marítimo no estreito de Ormuz, que é uma via de passagem para um quinto do fluxo global de petróleo e gás natural liquefeito.

Isso também se soma aos efeitos da guerra da Rússia com a Ucrânia, que já havia interrompido o fornecimento de gás russo para a Europa. Segundo o chefe da agência, a situação atual nos mercados globais de energia é pior do que as crises de 73, 79 e 2022 juntas.


Leia mais

Em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (21), Vitelio Brustolin, professor de relações internacionais e pesquisador, afirma que classificar a situação atual dos mercados de energia como a pior crise depende do critério, já que o preço do Brent, barril de referência internacional, ainda não dobrou como aconteceu em 2022, ou quadruplicou como em 1973.

“O critério do Birol para afirmar isso é justamente somar a crise atual por conta do fechamento do estreito de Ormuz à crise de fornecimento de gás natural por conta da guerra na Ucrânia, porque a Rússia fornecia 45% do gás natural utilizado na Europa”, explica.


Segundo Brustolin, “hoje 10% do gás da Europa vem da Rússia, comparado com 45% no início da guerra. A Europa tentou diversificar e o maior fornecedor da Europa passou a ser o Catar. Só que o Catar está no contexto da guerra contra o Irã; ele também fornece, via estreito de Ormuz, gás natural liquefeito para a Europa”. Então, a perspectiva da agência internacional é que, somando as duas guerras, essa se tornou a pior crise da história.

Search Box

Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.