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ENTREVISTA-Assessor de Obama pressiona republicanos a aceitarem mais tributação

Internacional|Do R7

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Por Jason Lange

WASHINGTON, 9 Jan (Reuters) - O Congresso dos EUA deve reconhecer, na próxima rodada de negociações sobre a redução do déficit, que o presidente Barack Obama só aceitará um acordo que inclua uma maior arrecadação tributária, disse à Reuters o principal assessor econômico da Casa Branca, Gene Sperling.

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A Casa Branca e o Congresso estão em busca de um acordo que permita evitar as medidas de austeridade, manter o financiamento ao governo e reduzir o déficit público em longo prazo.

O líder republicano no Senado, Mitch McConnell, descartou a elevação de impostos como parte de um eventual acordo, mas Sperling disse que uma fatia significativa das verbas adicionais precisará ter origem tributária.

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"O presidente não está sugerindo que nesta próxima rodada de redução do déficit tudo gire em torno da arrecadação", disse Sperling em entrevista gravada na terça-feira para o programa "Impact Players", da Reuters TV.

"Ele está apenas sugerindo que continuemos a fazer isso de forma equilibrada, de modo que nosso acordo geral realmente seja de cerca de dois dólares em cortes de gastos para cada dólar na arrecadação."

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Republicanos e democratas chegaram a um acordo na semana passada para atenuar o pacote de austeridade que deveria entrar em vigor no começo do ano, e que poderia levar os EUA de volta para uma recessão.

Mas o acordo só adiou por dois meses algumas das medidas mais duras: os cortes de gastos generalizados em áreas como defesa e educação. Além disso, uma medida orçamentária temporária expira em março, e sua não prorrogação pode levar a uma paralisação governamental, como já ocorreu por breves períodos em 1995 e 1996.

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Alguns republicanos insistem que as novas discussões sobre o déficit estejam atreladas a um debate sobre autorizar o Tesouro a se endividar mais.

Em 31 de dezembro, o Tesouro atingiu o teto de endividamento autorizado pelo Congresso, de 16,4 trilhões de dólares, e os EUA terão de declarar uma moratória da sua dívida dentro de alguns meses se esse limite não for ampliado.

Sperling criticou os republicanos por usarem o teto da dívida como peça de barganha. "Podemos brigar, podemos discutir, mas nenhum de nós deve colocar uma arma na cabeça do país", disse Sperling em entrevista a Robert Wolf, da Reuters, que assessora Obama como membro do conselho de empregos da Casa Branca, e é ex-executivo-chefe da UBS Americas.

Na semana passada, o governo autorizou a elevação de impostos sobre a maioria dos trabalhadores, ao permitir que expirasse uma isenção fiscal de dois anos sobre as folhas de pagamentos.

E, numa substancial concessão da oposição republicana, o acordo também elevou o imposto de renda para a parcela mais rica da população, mas manteve a alíquota vigente para famílias que ganham até 450 mil dólares por ano.

"Certamente há margem significativa para mais arrecadação que seja relacionada a coisas que os republicanos concordaram ou propuseram", disse Sperling, que é diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca.

Ele observou que o presidente já aventou a hipótese de reduzir a possibilidade de abatimento dos juros hipotecários nas declarações de impostos dos norte-americanos mais ricos.

"Esse é o tipo de coisa que poderia ser acompanhado de uma seríssima reforma nos direitos adquiridos, para termos um próximo passo na redução do déficit", disse Sperling.

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