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Enviado japonês encontra chanceler chinês para tentar melhorar laços

Internacional|Do R7

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Por Terril Yue Jones e Linda Sieg

PEQUIM/TÓQUIO, 30 Jul (Reuters) - O mais graduado diplomata de carreira japonês reuniu-se nesta terça-feira com o chanceler da China, em mais uma tentativa de atenuar a tensão entre as duas maiores economias asiáticas, mas a imprensa estatal chinesa disse que Pequim descartou uma cúpula com os líderes nacionais.

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O belicoso primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, que consolidou seu poder numa eleição parlamentar na semana passada, tem sinalizado o desejo de dialogar com a China, mas rejeita quaisquer condições impostas por Pequim.

A visita do vice-chanceler Akitaka Saiki representa mais um esforço de Tóquio para melhorar as relações abaladas pela disputa por minúsculas ilhas desabitadas no mar do Leste da China.

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Em nota, a chancelaria chinesa disse que Saiki se reuniu em Pequim com o chanceler Wang Yi e com um adjunto dele.

"Ambos os lados tiveram um franco intercâmbio de opiniões sobre as relações sino-japonesas, a China manifestou claramente sua posição sobre os problemas que confrontam as relações entre os dois países", disse a nota, acrescentando que "os dois lados vão continuar a se comunicar por meio de vários canais e vários níveis".

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Saiki disse a jornalistas antes de deixar Pequim que a conversa foi "séria e direta", mas evitou falar de uma possível cúpula, alegando que antes precisaria consultar Abe.

Mais cedo, o jornal China Daily, publicado em inglês pelo governo, disse que Pequim descarta uma cúpula. Falando à publicação, uma fonte oficial não identificada cobrou do Japão medidas concretas para melhorar as relações, em vez de "slogans vazios".

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Essa fonte também qualificou como "inventadas" as declarações feitas no fim de semana pelo assessor governamental japonês Isao Iijima, segundo quem a cúpula poderia acontecer em "um futuro não tão distante".

A chancelaria japonesa disse que não comentaria a reportagem, mas que a cúpula não está descarta, embora sem data marcada por enquanto.

A China diz que só aceitará a reunião se o Japão admitir de antemão que existe uma disputa pelas ilhas. Tóquio até agora rejeita isso, temendo, segundo especialistas, enfraquecer sua reivindicação territorial.

(Reportagem adicional de Pete Sweeney, em Xangai; Sui-Lee Wee, em Pequim; e Antoni Slodkowski, em Tóquio)

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