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Enviados de Trump e Putin dizem que reunião sobre Ucrânia foi ‘muito positiva’

Europeus temem que os Estados Unidos exijam que ucranianos aceitem concessões territoriais

Internacional|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Enviados de Trump e Putin consideram reunião sobre a Ucrânia "muito positiva" e "construtiva".
  • Discussões giram em torno de um possível acordo de paz, mas sem resultados concretos até o momento.
  • Aliados europeus temem que os EUA exijam concessões territoriais da Ucrânia em um futuro acordo.
  • Putin e líderes europeus debatem as implicações da guerra e o impacto nas relações ocidentais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Guerra entre Rússia e Ucrânia vai completar quatro anos em fevereiro Nina Liashonok/Reuters - 19.01.2026

Enviados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do presidente da Rússia, Vladimir Putin, disseram nesta terça-feira (20) que sua reunião em Davos sobre um possível acordo de paz para a guerra na Ucrânia foi “muito positiva” e “construtiva”.

Os Estados Unidos mantiveram conversas com a Rússia e, separadamente, com Kiev e líderes europeus, sobre propostas para encerrar o conflito, mas nenhum acordo foi obtido até o momento, apesar das repetidas promessas de Trump.


Aliados europeus da Ucrânia, que atualmente discutem publicamente as ameaças de Trump contra a Groenlândia, temem a possibilidade de os Estados Unidos exigirem que a Ucrânia aceite concessões territoriais.

“O diálogo é construtivo e cada vez mais pessoas entendem a imparcialidade da posição russa”, disse o enviado de Putin, Kirill Dmitriev, após conversas com o enviado de Trump, Steve Witkoff, e o genro de Trump, Jared Kushner, na “Casa dos EUA” em Davos.


Witkoff disse: “Tivemos uma reunião muito positiva”, segundo a agência de notícias russa RIA.

A reunião durou duas horas, disse uma fonte sob condição de anonimato.


A discussão gira em torno de como acabar com a guerra mais mortal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, o futuro da Ucrânia, até que ponto as potências europeias serão deixadas de lado e se um acordo de paz mediado pelos Estados Unidos será ou não duradouro.

A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, após oito anos de combates no leste da Ucrânia, desencadeando o maior confronto entre Moscou e o Ocidente desde o auge da Guerra Fria.


A Rússia controla cerca de 19% da Ucrânia, incluindo a península da Crimeia, anexada em 2014, além da maior parte da região oriental de Donbas, grande porção das regiões de Kherson e Zaporizhzhia e pedaços de outras quatro regiões.

A Rússia afirma que a Crimeia, Donbas, Kherson e Zaporizhzhia são agora partes de seu território. A Ucrânia diz que jamais aceitará isso, e a maioria da comunidade internacional não reconhece as anexações.

Líderes ucranianos e europeus argumentam que não se pode permitir que a Rússia atinja seus objetivos depois do que consideram uma apropriação de terras no estilo imperial. Se a Rússia vencer, dizem as potências europeias, um dia ela atacará a Otan. Moscou diz que tais afirmações são ridículas e que não tem intenção de atacar um membro da Otan.

A Rússia afirma que os líderes europeus têm a intenção de arruinar as negociações de paz, introduzindo condições que sabidamente serão inaceitáveis para a Rússia, que tomou de 12 a 17 km² de território ucraniano por dia em 2025.

Putin trata a guerra como um momento decisivo nas relações com o Ocidente, que, segundo ele, humilhou a Rússia após a queda da União Soviética em 1991, ao ampliar a Otan e invadir o que considera como esfera de influência de Moscou.

O presidente russo tem declarado repetidamente estar aberto à paz, mas com base nas realidades do campo de batalha.

Os Estados Unidos afirmam que um total de um milhão de homens russos e ucranianos foram mortos ou feridos na guerra. A Rússia e a Ucrânia não divulgam suas perdas.

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