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Epidemia de ebola na África Ocidental está fora de controle, diz MSF

Internacional|Do R7

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ACRA (Reuters) - A epidemia de ebola na Guiné, Libéria e Serra Leoa está fora de controle e vai exigir enormes recursos dos governos e agências para evitar uma maior disseminação, disse a organização Médicos Sem Fronteiras nesta segunda-feira.

Na semana passada a Organização Mundial de Saúde (OMS) informou que desde fevereiro o número de mortes chegou a 337. Este é o surto com o maior número de vítimas fatais desde que o ebola surgiu pela primeira vez em 1976.

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A doença ainda não havia ocorrido nessa região da África, e as pessoas ainda estão assustadas e veem com desconfiança os serviços de saúde. Isso torna mais difícil controlar o surto, informou a MSF em um comunicado.

Ao mesmo tempo, a organização diz que a falta de informação significa que as pessoas continuam a frequentar funerais e a preparar os cadáveres das vítimas do ebola, ficando vulneráveis ​​à doença, transmitida pelo contato e através de fluidos corporais das vítimas.

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Grupos da sociedade civil, governos e autoridades religiosas ainda não reconheceram a escala da epidemia e, como resultado, apenas algumas figuras proeminentes estão promovendo a luta contra a doença, disse o comunicado.

"A epidemia está fora de controle", disse Bart Janssens, diretor de operações da MSF. "Com o surgimento de novos locais na Guiné, Serra Leoa e Libéria, há um risco real de se espalhar para outras áreas."

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"O ebola não é mais uma questão de saúde pública limitada à Guiné. Ele está afetando toda a África Ocidental", declarou Janssens, pedindo à OMS, aos países afetados e a seus vizinhos que destinem mais recursos, especialmente equipes médicas treinadas.

A organização MSF tratou cerca de 470 pacientes, com 215 casos confirmados da doença, em centros especializados na região, mas informou ter chegado ao limite de sua capacidade.

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Os pacientes foram identificados em mais de 60 locais nos três países, o que torna mais difícil conter o surto.

O ebola tem uma taxa de mortalidade de até 90 por cento, e não há vacina nem cura conhecida. O vírus provoca febre alta, dores de cabeça, dores musculares, conjuntivite e fraqueza, antes de passar para fases com vômitos severos, diarreia e hemorragias.

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