Eslovênia não obtém acordo para evitar resgate
Internacional|Do R7
O governo esloveno, de centro esquerda, não conseguiu obter neste domingo um acordo com a oposição conservadora sobre reformas constitucionais visando sanear a economia - especialmente o setor bancário - e evitar que a Eslovênia recorra à ajuda da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Ao final de uma reunião com os líderes de todos os partidos representados no Parlamento, a premier Alenka Bratusek disse à imprensa que não foi possível obter um acordo com o principal grupo opositor, o Partido Democrático (SDS), do ex-primeiro-ministro Janez Jansa.
"Atendendo a um pedido da oposição, anuncio o adiamento" dos debates previstos para terça e quarta-feira no Parlamento sobre a adoção de uma "regra de ouro orçamentária" para limitar os gastos.
Bratusek deve apresentar no dia 9 de maio, em Bruxelas, um programa detalhado de reformas destinadas a sanear o sistema bancário, estabilizar as finanças públicas e incentivar a economia, que entrou em recessão em 2011.
Para estabilizar o orçamento, o plano de ação prevê novos cortes dos salários dos funcionários, um aumento do Imposto ao Valor Agregado (IVA) ou a criação de um "imposto de crise" temporário que afetará a população.
Além disso, está prevista a privatização de uma ou duas empresas públicas, entre elas um banco, no final do ano.
O setor bancário é o principal problema da Eslovênia. Segundo a agência de classificação de risco Moody's, o governo vai ter que injetar novos fundos nos bancos, na grande maioria públicos, que representariam entre 8 e 11% do PIB do país.
Em 2012, o déficit esloveno foi de 3,7% do PIB, e o governo prevê 5% para este ano.
Contudo, a dívida total do país, apesar de aumentar rapidamente, continua abaixo da média europeia: 54,1% do PIB em 2012, segundo o instituto Eurostat, frente a 90,6% da zona euro.
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