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Espanha: mãe, filha e genro são presos por crime que não ocorreu

As duas contrataram o namorado da filha para matar o ex-namorado da mãe, depois foram à polícia denunciá-lo por não cumprir o combinado

Internacional|Fábio Fleury, do R7, com EFE

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Polícia Nacional da Espanha prendeu mãe, filha e namorado da filha
Polícia Nacional da Espanha prendeu mãe, filha e namorado da filha

Uma mulher de 52 anos e sua filha, de 20, foram presas no último dia 14 em uma delegacia de Madri, capital da Espanha, ao denunciarem um crime que jamais aconteceu. Pior: um crime que elas encomendaram a um suposto matador, pelo qual elas pagaram e que jamais aconteceu. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (26) pela polícia espanhola.

As duas foram presas, juntamente com o namorado da filha, por encomendarem o assassinato do ex-namorado da mãe, que teria dado um golpe que causou um prejuízo de 60 mil euros (cerca de R$ 262 mil) a elas. Nenhum dos envolvidos teve a identidade revelada, mas os três detidos são espanhóis e não têm antecedentes criminais.


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Revoltadas com o golpe, as duas contrataram o namorado da filha, que dizia ser ex-agente do Serviço Secreto espanhol, para ajudá-las a matar o namorado da mãe. De acordo com o contrato assinado pelos três, os órgãos da vítima seriam vendidos e, dessa forma, eles conseguiriam recuperar os 60 mil euros.


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Para dar início ao serviço, elas deram uma "entrada" de 7 mil euros (cerca de R$ 30 mil) para o namorado da filha, para ele buscar o alvo e contratar os pistoleiros que cometeriam o crime. Como o tempo passava e ele não cumpria o combinado, elas foram denunciá-lo à polícia. E acabaram presas por conspirar para matar o ex-namorado da mãe, assim como o 'comparsa'.

A polícia diz que o ex-namorado está vivo e passa bem.


Contrato para matar

No contrato assinado pelos três e divulgado pelo jornal El País, o namorado da filha se comprometia, na qualidade de "ex-agente do serviço secreto do Reino da Espanha e conselheiro da CIA" a "buscar o suspeito, prendê-lo, interrogá-lo" e, caso ele não doasse seus próprios órgãos voluntariamente, retirá-los assim mesmo. O contrato estabelece um prazo de 60 a 180 dias para tudo acontecer.


O documento traz um suposto currículo do rapaz, onde ele alega ter cumprido 352 missões como agente secreto, tendo abatido 1897 'alvos' e capturado outros 524. Ele ainda afirma que era tenente-coronel dentro do serviço secreto e falaria 22 idiomas, incluindo russo, chinês, turco e latim.

Agora a polícia investiga o falso agente para saber se ele teria cometido outros golpes na Espanha.

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