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Especialistas da ONU deixam Síria após investigar ataque químico

Internacional|Do R7

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BEIRUTE, 31 Ago (Reuters) - Especialistas da ONU deixaram a Síria neste sábado após investigar um ataque com gás que matou centenas de civis, enquanto os Estados Unidos afirmam que estão planejando uma resposta limitada para punir o presidente sírio Bashar Al-Assad pelo ataque "brutal".

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama disse que o país está no processo de planejar uma ação militar "limitada" que não envolveria soldados em terra ou um cronograma ilimitado.

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Em um sinal de que os EUA podem estar se preparando para atuar, o secretário de Estado John Kerry conversou por telefone na sexta-feira com ministros de Assuntos Exteriores de importantes parceiros da Europa e do Golfo, assim como com o secretário geral da Liga Árabe, informou um responsável do Departamento de Estado norte-americano.

Uma testemunha da Reuters disse que a equipe de especialistas da ONU chegou ao aeroporto internacional de Beirute no sábado, após cruzar a pé a fronteira da Síria para o Líbano no início do dia.

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A equipe de 20 membros, incluindo especialistas da Organização para a Proibição de Armas Químicas, já esteve na área controlada por rebeldes no bairro Ghouta de Damasco três vezes, pegando amostras de sangue e tecidos das vítimas. Eles também pegaram amostras do solo, roupas e fragmentos de foguetes.

As amostras serão enviadas a laboratórios na Europa, principalmente na Suécia e Finlândia, para análise. Os especialistas já pegaram amostras para testar o uso de gás sarín ou outros agentes tóxicos.

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A análise deve determinar se houve um ataque químico mas não quem foi o responsável pelo ataque de 21 de agosto no subúrbio de Damasco.

Os resultados finais não devem ficar prontos por duas semanas, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon aos membros do Conselho de Segurança, segundo diplomatas.

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Os Estados Unidos divulgou seu próprio relatório de inteligência não classificado para o ataque, que Kerry afirmou ter resultado na morte de 1.429 civis sírios e ter sido um trabalho das forças de Assad.

(Por Erika Salomon)

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