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Especialistas debatem possível nova vacina para gripe aviária

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Por Ben Hirschler e Kate Kelland

LONDRES, 4 Abr (Reuters) - Especialistas de todo mundo estão envolvidos em conversas diárias sobre a ameaça representada por uma nova cepa fatal da gripe aviária na China, incluindo discussões sobre se e quando começar a produzir uma vacina.

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Qualquer decisão para produzir em massa vacinas contra a gripe H7N9 não será tomada rapidamente, já que isso significa sacrificar a produção de vacinas sazonais. E cientistas advertem que vai levar meses para que uma vacina finalizada da gripe aviária chegue ao mercado.

Mas a base está sendo erguida.

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O vírus foi compartilhado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com os centros de Atlanta, Pequim, Londres, Melbourne e Tóquio, e esses grupos estão analisando amostras para identificar o melhor candidato para ser usado para a manufatura da vacina -- se isso for necessário.

Ainda é um grande "se", mesmo supondo a disseminação continuada da nova doença, que já matou cinco das 14 pessoas que infectou na China.

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"É uma decisão incrivelmente difícil porque assim que ela for tomada teremos que deixar de produzir vacinas sazonais e começar a produzir vacina para este vírus", disse Jeremy Farrar, um especialista em doenças infecciosas e diretor da unidade de pesquisa no Vietnã da Universidade de Oxford.

Isso poderia significar falta de vacinas contra a gripe comum que, embora não seja grave na maioria das pessoas, ainda custa milhares de vidas.

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O Sanofi Pasteur, maior fabricante de vacinas da gripe do mundo, disse que estava em contato contínuo com a OMS através da Federação Internacional de Fabricantes e Associações Farmacêuticos, mas que ainda era cedo demais para saber o significado dos casos chineses.

Outros importantes fabricantes de vacina da gripe incluem a GlaxoSmithKline e a Novartis.

Resultados de testes preliminares sugerem que a nova cepa da gripe responde ao tratamento com as drogas Tamiflu, da Roche, e Relenza, da GSK, segundo a OMS.

Ainda não há evidências de transmissão da gripe H7N9 de pessoa a pessoa, e cientistas não sabem como o potencial da cepa se desenvolveria em uma pandemia humana.

Wendy Barclay, virologista do Imperial College London, disse que um importante argumento contra agir cedo demais era financeiro.

"Existe a possibilidade agora de que pesquisadores da gripe corram para trabalhar no H7N9, e que subsídios sejam concedidos para pesquisa intensiva para desenvolver vacinas... e isso poderia significar jogar dinheiro pelo ralo porque pode ser que as barreiras para esse vírus sejam altas o suficiente para que não tenhamos que nos preocupar com isso", disse.

Ela disse que os cientistas deveriam primeiro se concentrar em obter "a biologia prática e a análise sequencial" antes de decidirem agir.

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