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Estreito de Ormuz ‘funciona como um instrumento de barganha para o Irã’, afirma especialista

Número de embarcações que transitam pelo canal caiu para o menor nível em mais de dois meses

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O número de embarcações no Estreito de Ormuz caiu para o menor nível em mais de dois meses, com apenas sete navios mercantes atravessando recentemente.
  • As exportações de petróleo bruto do Golfo de Omã e do Mar Vermelho aumentaram significativamente, compensando a queda no Estreito de Ormuz.
  • O Irã considera algumas rotas de trânsito no estreito ilegais e planeja fechá-las, afetando o contrabando de petróleo.
  • Especialistas afirmam que o Estreito de Ormuz é usado pelo Irã como instrumento de barganha, criando pressão em meio a tensões internacionais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O número de embarcações que transitam pelo estreito de Ormuz caiu para o menor nível em mais de dois meses. Segundo dados do setor de navegação, sete navios mercantes atravessaram o estreito na terça-feira (6), o menor número desde 23 de julho. Analistas afirmam que o volume de petróleo bruto que atravessa o estreito caiu 27% em relação ao pico registrado na semana anterior ao início da guerra.

No entanto, as exportações da costa do Golfo de Omã e do Mar Vermelho subiram para 6,7 milhões de barris por dia, mais do que o dobro dos níveis pré-guerra. Os analistas dizem que isso ajudou a manter as exportações totais de petróleo bruto do Oriente Médio no nível pré-guerra.

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Um assessor da Guarda Revolucionária afirmou ainda que as rotas de trânsito no estreito de Ormuz, consideradas ilegais pelo Irã, serão fechadas em breve. Segundo ele, “poucas rotas” foram criadas por meio de explosões e danos em algumas das passagens rochosas da via estratégica e eram usadas por pequenas embarcações que contrabandeavam petróleo.

Em entrevista ao Conexão Record News, José Paulo Ferreira, especialista em relações internacionais, aponta que a situação em Ormuz gera uma crise de desabastecimento no setor energético. Ainda que os países tentem desviar a rota pelo Golfo de Omã e pelo Mar Vermelho, essas alternativas ainda não se mostram suficientes.

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“O estreito funciona como um instrumento de barganha para o Irã, no sentido de que entende que não existe uma teoria da vitória do Irã numa guerra contra os Estados Unidos. Então, dada a impossibilidade de vencer a guerra diretamente, belicamente, eles criam pressão de outras formas”, diz.

Ferreira destaca que, mesmo com a diminuição do fluxo de petróleo em Ormuz, o combustível continua passando, de alguma forma e em menor quantidade, para o resto do mundo. “Só que isso ainda não deixa de ser uma vulnerabilidade. Então, essas rotas alternativas, pelo outro lado, compensam, mas o aumento dos ataques do Irã sugere que a pressão iraniana se desloca justamente para onde o fluxo migra”, afirma.

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