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Nem Irã nem EUA detêm o controle do estreito de Ormuz, afirma especialista

Ricardo Cabral contesta fala de Marco Rubio e ressalta que Teerã ainda tem influência no tráfego marítimo da região

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O trânsito de petróleo pelo estreito de Ormuz voltou quase à normalidade, apesar de o Irã ter perdido o controle do canal.
  • Ricardo Cabral, especialista em segurança, destaca que o Irã tem influência no tráfego marítimo, mas não controle total.
  • A guerra no Oriente Médio escalou, e sanções ao Irã afetaram sua economia e sistema bancário.
  • Os EUA buscam distanciar Teerã de seus aliados, mas a pressão econômica pode alterar o cenário atual.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Segundo Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano, o trânsito de petróleo pelo estreito de Ormuz voltou à quase normalidade e o Irã perdeu o controle do canal. Declarações que foram rebatidas pelo especialista em segurança e estratégia internacional Ricardo Cabral no programa Conexão Record News desta quarta (7).

“A gente não pode dizer que o Irã detém o controle do Ormuz, isso não é verdade, mas os americanos também não detêm. [...] Eles [Irã] perderam o controle do Ormuz, mas têm influência no tráfego marítimo. As vias de comunicação marítimas naquela área têm que estar toda hora sendo patrulhadas”, esclareceu Cabral sobre a situação do Oriente Médio.

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Oito meses após o início do conflito, a guerra escalou e alternativas foram encontradas para o trajeto em Ormuz. Ao mesmo tempo, sanções foram aplicadas ao Irã, que agora sofre as consequências. “A moeda deles não vale nada, o sistema bancário não existe também, foi praticamente destruído. O que tem é uma relação forte com a China e com a Rússia”, afirmou o especialista.

Para o estrategista, o objetivo dos EUA é forçar um distanciamento entre Teerã e os atuais aliados orientais, uma tarefa que dificilmente será cumprida com a liderança atual. A pressão econômica, contudo, pode mudar o cenário: “Os pontos fortes do Irã estão se tornando fragilidades; eles dependem muito da rede de suprimento com o Catar, com os Emirados Árabes Unidos [...], mas eles atacaram esses países”.

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