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Estudantes protestam nos EUA por morte de jovem negro baleado por policial

Internacional|Do R7

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Washington, 9 mar (EFE).- Centenas de estudantes marcharam nesta segunda-feira pelas ruas de Madison, no estado de Wisconsin, nos Estados Unidos, até a sede do governo local, em protesto pela morte na última sexta-feira de Tony Robinson, um jovem negro desarmado, por disparos feitos por um policial. Os manifestantes caminharam de forma pacífica com um cartaz branco com os dizeres "Black Lives Matter" ("A vida dos negros importa"), uma reivindicação que surgiu no ano passado após a morte de Eric Garner, em Nova York, e Michael Brown, em Ferguson, no estado do Missouri, por disparos de policiais. Os estudantes deixaram as salas de aula para lotar a entrada e o primeiro andar do capitólio estadual, onde gritaram "Todos somos Tony Robinson" e exigiram justiça, assim como fizeram nas redes sociais com a hashtag #TonyRobinson. O chefe de polícia de Madison, no Wisconsin, Mike Koval, que durante o fim de semana visitou a família de Robinson, pediu hoje desculpas pela morte do jovem. "A reconciliação não pode começar sem que eu comece dizendo 'sinto muito'", afirmou Koval, em mensagem no blog do departamento de polícia, no qual desejou que, com o tempo, a família e os amigos de Tony "possam encontrar em seu coração algum grau de perdão". A morte do jovem negro pela polícia é mais uma da lista de casos parecidos que, após a morte de Michael Brown em agosto do ano passado, trouxeram o tema da discriminação das forças policiais sobre as minorias para o centro dos debates nos Estados Unidos. Em entrevista coletiva em nome da família, Turim Carter, tio de Robinson, afirmou que o trabalho da polícia "é necessário, e muitas vezes seus atos são heroicos", mas considerou que "algo tem que mudar". "Este é um problema maior do que Tony. Põe em evidência um tema universal com a aplicação da lei", disse Carter, que acrescentou que seu sobrinho "cometeu seus erros", mas o descreveu como um menino "bom, de bom coração". Carter agradeceu as demonstrações de apoio e pediu a todos os que estão participando de passeatas e vigílias que o façam de forma pacífica. "Não só a vida dos negros importa, todas as vidas importam", ressaltou Carter, que destacou a herança multirracial de seu sobrinho, de pai negro e mãe branca. O fato ocorreu depois que a polícia recebeu denúncias sobre o comportamento suspeito de Robinson na rua, antes que o mesmo se dirigisse a um apartamento onde, segundo a versão policial, o jovem teve um enfrentamento físico com o agente. Tony recebeu um disparo do agente Matt Kenny, com 12 anos de experiência no corpo de polícia, que foi afastado administrativamente enquanto a Divisão de Investigação Criminal averigua o caso. A mãe de Robinson, Andrea Irwin, garantiu em entrevista à emissora "WKOW", filial da "CNN", que seu filho era um jovem "carinhoso" e disse que está desconcertada pelo ocorrido. "Meu filho jamais foi uma pessoa violenta, jamais", garantiu Irwin. Robinson tinha antecedentes criminais e estava sob liberdade condicional após ser considerado culpado, em outubro, de assalto à mão armada, segundo a imprensa americana. EFE elv/rpr

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