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Por que Marte está girando mais rápido? Estudo traz nova hipótese

Segundo os pesquisadores, rotação está acelerando cerca de 4 milésimos de segundo de arco por ano

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Dados da missão InSight revelam que Marte está girando mais rápido, acelerando cerca de 4 milésimos de segundo de arco por ano.
  • Pesquisadores sugerem que a aceleração pode estar ligada a uma anomalia no manto abaixo da região de Tharsis, onde se encontram grandes vulcões.
  • A anomalia, por sua vez, estaria causando a redistribuição de massa e acelerando a rotação de Marte.
  • Estudos futuros são necessários para confirmar essa nova hipótese e entender melhor a viscosidade do manto marciano.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Marte já foi considerado um planeta inerte Reprodução/Nasa

Dados coletados pela missão InSight, da Nasa, a Agência Espacial Americana, apontam que Marte, que por décadas foi considerado um planeta inerte, está girando cada vez mais rápido.

De acordo com os pesquisadores, a rotação está acelerando cerca de 4 milésimos de segundo de arco por ano, uma variação que, até então, era um mistério. As primeiras hipóteses sugeriam que o fenômeno poderia estar ligado ao rebote pós-glacial ou ao acúmulo de gelo nas calotas polares, já que ambos redistribuem a massa do planeta e podem alterar sua rotação.


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Um estudo mais recente, publicado no Journal of Geophysical Research: Planets, traz outra explicação. Segundo os autores, a aceleração pode estar relacionada a uma grande anomalia no manto abaixo da região de Tharsis. A província sempre despertou a curiosidade dos cientistas, já que concentra alguns dos maiores vulcões do Sistema Solar, incluindo o Monte Olimpo.

Ao contrário da Terra, Marte não possui placas tectônicas ativas. Por isso, o magma permanece concentrado na mesma região ao longo de milhões de anos, dando origem a elevações gigantescas.


Com base em simulações que utilizam dados sísmicos e gravitacionais, pesquisadores indicam agora que essa área pode estar sobre uma “anomalia de massa negativa”, uma região do manto formada por material menos denso que o entorno. Essa estrutura, possivelmente uma pluma, uma coluna de material quente que sobe lentamente do interior do planeta em direção à superfície.

Ao alcançar a litosfera, essa pluma pode formar bolsões de magma e até sustentar atividade vulcânica, além de provocar a redistribuição de massa no interior do planeta. “Uma massa mais leve subindo implica que material mais denso está descendo. Como essa redistribuição ocorre próxima ao equador, ela aproxima massa do eixo de rotação, acelerando o giro do planeta.”, explica o pesquisador e coautor do estudo, Bart Root, da Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda.


Se confirmada, a hipótese indica que Marte ainda preserva calor interno suficiente para manter movimentos no manto. Os autores, no entanto, ressaltam que ainda há incertezas. A viscosidade do manto marciano, por exemplo, é pouco conhecida, exigindo que novas missões com foco em medições gravitacionais e sísmicas sejam necessárias para confirmar a explicação.

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