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Etiópia elege primeira mulher presidente de sua história

No país africano, o presidente é eleito pelo Parlamento e exerce a chefia do Estado, mas não a do governo, tendo uma função mais cerimonial

Internacional|Da Ansa Brasil

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A eleição de Zewde foi confirmada nesta quinta-feira
A eleição de Zewde foi confirmada nesta quinta-feira

A diplomata Sahle-Work Zewde, de 68 anos, entrou para a história nesta quinta-feira (25), ao ser eleita a primeira presidente mulher da Etiópia, se tornando também a única chefe de Estado do sexo feminino em todo o continente africano neste momento.

A eleição de Zewde foi confirmada em uma sessão conjunta das duas câmaras do Parlamento do país, após seu antecessor, Mulatu Teshome, ter renunciado ao cargo, que ele ocupava desde 2013.

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"Precisamos nos tornar uma sociedade que rejeita a opressão das mulheres", declarou a recém-eleita presidente da Etiópia. Zewde foi escolhida em meio a uma reforma no gabinete do primeiro-ministro Abiy Ahmed, que estabeleceu que metade de seu ministério será chefiado por mulheres.

"É um movimento histórico a eleição da embaixadora Sahle-Work Zewde como nova presidente da Etiópia, trazendo consigo as habilidades e a experiência certa", escreveu o chefe de gabinete do premier etíope, Fitsum Arega.

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No país africano, o presidente é eleito pelo Parlamento e exerce a chefia do Estado, mas não a do governo, tendo uma função mais cerimonial.

Antes de ser nomeada, Zewde foi representante especial do secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, para a União Africana (UA). Além disso, ocupou o cargo de diretora-geral da ONU em Nairóbi, capital do Quênia.

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O ex-presidente Teshome tinha mandato até 2019, porém renunciou sem dar muitas explicações. A mídia local aponta que sua saída foi para equilibrar a composição das etnias entre os altos cargos do governo. Teshome, assim como Ahmed e o ministro das Relações Exteriores Workneh Gebeyehu, é da etnia Oromo, enquanto a recém-eleita presidente é da etnia Amhara.

Ahmed assumiu o governo no primeiro semestre e vem implantando uma agenda reformista que inclui até uma inesperada paz com a Eritreia, com quem o país estava em estado de guerra havia 20 anos.

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