Internacional Etiópia fecha espaço aéreo aos Boeing 737 MAX 8 após acidente

Etiópia fecha espaço aéreo aos Boeing 737 MAX 8 após acidente

Avião do mesmo modelo caiu depois de 6 minutos no país e deixou 157 vítimas. Diversos países proibiram aeronave de voar por preucação

Etiópia fecha espaço aéreo para Boeing 737 Max 8

Etiópia fecha espaço aéreo para Boeing 737 Max 8

REUTERS/David Ryder 11.03.2019

A Etiópia anunciou nesta quinta-feira (14) o fechamento do seu espaço aéreo a qualquer voo dos Boeing 737 MAX 8, depois que uma dessas aeronaves da companhia aérea Ethiopian Airlines caiu no domingo passado causando a morte de 157 pessoas.

A Autoridade Etíope de Aviação Civil decretou a proibição nesta quinta-feira pela manhã, segundo informou à emissora de televisão estatal "ETV" o diretor de comunicação desse organismo, Animut Lemma.

"Comunicamos a todos os países que, a partir de hoje, 14 de março de 2019 às 10h da manhã (4h de Brasília), proibimos a todas as companhias aéreas que voem no espaço aéreo etíope o uso dos Boeing 737 MAX 8 para aterrissar ou decolar de aeroportos etíopes", disse Animut.

A Etiópia, que hoje enviou à França as caixas-pretas do avião acidentado para sua análise, uniu-se assim à lista de países que tomaram essa medida de precaução pelas dúvidas que surgiram sobre a segurança desse modelo de aeronave após o acidente do domingo passado.

No Brasil, onde apenas a Gol utilizava o modelo, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) proibiu ontem o uso das aeronaves 737 MAX 8 da Boeing.

A União Europeia decidiu já na terça-feira (12) suspender todos os voos dos Boeing 737 MAX no seu espaço aéreo. Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou ontem a suspensão imediata dos voos desses modelos de aviões da Boeing.

O acidente aéreo que desencadeou estas reações aconteceu no domingo passado, poucos minutos depois que o voo ET302 da Ethiopian Airlines decolou do aeroporto internacional de Adis Abeba com destino a Nairóbi.

Com seis minutos de voo, o pilotou reportou "dificuldades" e pediu para retornar ao aeroporto etíope, mas o avião caiu 42 quilômetros ao sudeste de Adis Abeba, causando a morte de todos seus ocupantes.

Os 157 mortos eram de 35 nacionalidades, principalmente de Quênia, Etiópia e Canadá, e 22 deles eram membros de várias agências das Nações Unidas.

Em 29 de outubro de 2018, outro Boeing 737 MAX 8 da companhia indonésia Lion Air caiu no mar de Java minutos depois de decolar de Jacarta matando seus 189 ocupantes.

Segundo uma das caixas-pretas desse avião, esse acidente aconteceu devido a falhas no sistema de piloto automático.