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EUA: 79% dos adultos se preocupam com possibilidade de tiroteios

Segundo pesquisa, mulheres são mais apreensivas que homens, hispânicos temem mais que brancos e pais vivem com medo dos filhos serem vítimas

Internacional|Da EFE

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Americanos temem possibilidade de tiroteios
Americanos temem possibilidade de tiroteios

Quase 8 em cada 10 adultos americanos, um total de 79%, afirmam que se sentem estressados pela possibilidade de um tiroteio em massa, e 33% não frequenta determinados locais e eventos por medo, segundo uma pesquisa publicada na quinta-feira (15).

Outro resultado do estudo, realizado depois dos tiroteios ocorridos neste mês em El Paso, no Texas, e Dayton, em Ohio, é que as mulheres têm mais propensão a ficarem estressadas por esse motivo que os homens, assim como pessoas hispânicas estão mais propensas que os brancos não hispânicos.

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Ter filhos deixa mais difícil permanecer tranquilo. Dos pais ouvidos, 62% disseram viver com medo que os seus filhos possam ser vítimas de um tiroteio em massa.

Atentados afetaram saúde mental da população
Atentados afetaram saúde mental da população

Danos à saúde mental

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O diretor-executivo da Associação de Psicologia dos Estados Unidos (APA), que encomendou a pesquisa, Arthur C. Evans Jr., disse que os massacres com armas de fogo estão provocando danos à saúde mental e afetando a vida cotidiana de muitos americanos.

"Quanto mais eventos desse tipo ocorrerem em lugares aos quais vamos frequentemente, maior será o impacto na saúde mental", afirmou Evans, que detalhou que não é necessário passar diretamente por esses eventos para se sentir afetado.

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"Só de se informar que ocorreram já pode haver um impacto emocional, e isso pode ter repercussões negativas na nossa saúde mental e física", acrescentou o diretor-executivo.

Os resultados da pesquisa

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O estudo foi realizado pela internet pelo instituto de pesquisa The Harris Poll da última quinta-feira até a última segunda com 2.017 pessoas maiores de 18 anos residentes em diferentes pontos do país. Os autores deliberadamente se abstiveram de informar a margem de erro em razão da metodologia empregada.

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Cerca de um em cada três adultos (32%) sente que não pode ir a lugar algum sem se preocupar em ser vítima de um tiroteio como os que causaram a morte de 30 pessoas em um shopping de El Paso e uma área de lazer de Dayton, fatos ocorridos no fim de semana dos dias 3 e 4 de agosto.

O autor do massacre de El Paso, um jovem de 21 anos que sobreviveu ao ataque, confessou que queria matar mexicanos. No caso de Dayton, o autor, também jovem, morreu por disparos da Polícia, e são desconhecidas as suas motivações para atirar inclusive contra a própria irmã, que também perdeu a vida.

Segundo a pesquisa, 24% dos interrogados disse ter feito mudanças nas suas vidas por causa do medo de tiroteios. Quando foram perguntados sobre lugares que lhes provocam estresse relacionado à chance de que ocorra um massacre, as respostas mais comuns foram eventos públicos (53%), shoppings (50%), escolas ou universidades (42%) e cinemas (38%). Apenas um em cada cinco (21%) entrevistados disse que nunca se estressa com essa possibilidade.

"Os massacres com armas de fogo são um problema de saúde pública, e é necessário adotarmos um método integral de saúde pública para compreender e idealizar soluções políticas duradouras", opinou Evans.

"É importante que as pessoas e os legisladores se deem conta que não é um problema sem solução, mas algo cuja possibilidade de mudança está nas nossas mãos", acrescentou.

Os que têm mais medo de tiroteios

Os adultos hispânicos, com 32%, são mais propensos que os adultos brancos não hispânicos, em apenas 15%, a afirmar que sentem estresse relacionado com a possibilidade de tiroteios com frequência ou constantemente.

Os adultos hispânicos (44%) e afro-americanos (43%) também são mais propensos que os adultos brancos não hispânicos (30%) a desconhecer como enfrentar o estresse que sentem como resultado de massacres com armas de fogo.

Os afro-americanos são mais propensos a sentir que eles ou que alguém a quem conhecem serão vítimas de um tiroteio em massa, com 60%, em comparação com o 41% dos adultos brancos e o 50% dos adultos hispânicos.

As mulheres afirmam se sentir estressadas com maior frequência que os homens em diante da possibilidade de um tiroteio, com 85% delas, contra 71% deles.

Os pais de crianças menores de 18 anos são quase duas vezes mais propensas que quem não têm crianças dessas idades a dizer que sentem estresse com frequência ou constantemente com a possibilidade de um massacre com armas de fogo (28% a 16%).

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