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EUA aceleram envio de mísseis e drones ao Iraque por violência no país

Internacional|Do R7

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WASHINGTON, 26 Dez (Reuters) - Os Estados Unidos entregaram dezenas de mísseis terra-ar Hellfire para o Iraque nas últimas semanas e planejam efetuar embarques de drones Scan Eagle no ano que vem, em meio a um aumento da violência no país, disseram autoridades norte-americanas nesta quinta-feira, um dia depois de pelo menos 34 pessoas terem sido mortas em Bagdá em atentados com bombas por ocasião do Natal.

Militantes ligados à rede Al Qaeda intensificaram os ataques contra o governo do primeiro-ministro Nuri al-Maliki, liderado por muçulmanos xiitas, e qualquer pessoa vista como aliada dele. A ONU estima que mais de 8.000 pessoas tenham sido mortas este ano no Iraque.

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Um alto funcionário dos EUA disse que cerca de 75 mísseis Hellfire foram entregues ao Iraque na semana passada, e um carregamento de dez drones de vigilância Scan Eagles (não tripulados) está previsto para o ano que vem.

Os EUA já haviam dito que o primeiro de 18 jatos de combate F-16 prometidos ao Iraque será entregue no segundo semestre de 2014, e todo o lote será embarcado num prazo de dois anos.

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"O recente fornecimento de mísseis Hellfire e uma entrega futura de Scan Eagles são procedimentos padrão (vendas militares para o exterior) que temos com o Iraque para fortalecer suas capacidades de combater essa ameaça", disse uma autoridade do Departamento de Estado.

"Nós continuamos comprometidos a apoiar o governo do Iraque no atendimento a suas necessidades de defesa em face desses desafios", acrescentou.

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O Iraque está enfrentando sua pior onda de violência em anos, revivendo a sangrenta luta sectária entre muçulmanos xiitas e sunitas que resultou na morte de dezenas de milhares de pessoas em 2006-07.

Maliki pressionou autoridades dos EUA durante uma visita a Washington no mês passado para que fornecessem às forças iraquianas mais equipamentos que lhes permitam conduzir operações contra militantes acampados em áreas remotas.

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O governo norte-americano vem se mantendo inflexível em sua decisão de não enviar novamente tropas para o Iraque, mas tem dito que continuará a ajudar no treinamento das forças iraquianas.

Os últimos soldados dos EUA deixaram o Iraque no final de 2011, depois de oito anos de guerra.

(Reportagem de Lesley Wroughton)

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