Logo R7.com
RecordPlus

EUA ampliam ofensiva contra o PCC e sancionam brasileiros ligados à facção

Departamento do Tesouro acusa dois brasileiros e quatro empresas de movimentar milhões de dólares do tráfico para a facção

Internacional|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo dos EUA ampliou a ofensiva contra o PCC, aplicando sanções a dois brasileiros e quatro empresas ligadas à facção.
  • Os sancionados são acusados de integrar um esquema de lavagem de dinheiro que movimentava recursos do tráfico de drogas para o PCC.
  • As sanções incluem o bloqueio de bens nos EUA e proibição de negócios com os sancionados por cidadãos e empresas americanas.
  • Parte dos recursos ilícitos foi enviada ao Brasil via criptomoedas para financiar atividades do PCC.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pessoas passam em local com nome de PCC em São Paulo
 29 de maio de 2026    REUTERS/Alexandre Meneghini
Tesouro dos EUA bloqueou empresas e brasileiros acusados de lavar dinheiro para o PCC Alexandre Meneghini/Reuters - 29.5.2026

Pouco mais de um mês após incluir o PCC (Primeiro Comando da Capital) na lista de organizações terroristas estrangeiras, o governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (1º) uma nova ofensiva contra a facção criminosa.

Desta vez, o Departamento do Tesouro aplicou sanções contra dois brasileiros, três empresas brasileiras e uma empresa portuguesa acusados de integrar um esquema internacional de lavagem de dinheiro que beneficiava o grupo.


Segundo o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, órgão responsável pelas sanções econômicas dos Estados Unidos, a rede movimentava recursos obtidos com o tráfico de drogas e utilizava o sistema financeiro americano para lavar o dinheiro antes de enviá-lo ao Brasil.

Veja Também

De acordo com o Tesouro americano, as duas pessoas que foram alvo das medidas anunciadas nesta quarta-feira atuavam como elo entre integrantes do PCC na Flórida e traficantes internacionais de drogas e auxiliavam na logística da organização, intermediando a coleta de grandes quantias em dinheiro em espécie.


As autoridades afirmam que o grupo lavou mais de US$ 30 milhões obtidos com atividades criminosas em diversas cidades dos Estados Unidos. Parte dos recursos teria sido enviada ao Brasil por meio de criptomoedas, com o objetivo de financiar as atividades da facção.

As sanções também atingem quatro empresas sediadas em São Paulo e uma em Portugal. Segundo o governo americano, elas eram utilizadas para ocultar a origem dos recursos ilícitos e facilitar a lavagem de dinheiro.


Na prática, a medida determina o bloqueio de todos os bens e ativos dos sancionados que estejam nos Estados Unidos ou sob controle de cidadãos e empresas americanas.

Além disso, pessoas e instituições financeiras dos EUA ficam proibidas de realizar negócios com os alvos das sanções. Bancos estrangeiros que mantiverem operações relevantes com os envolvidos também podem sofrer restrições por parte do governo americano.


“Maior organização criminosa do hemisfério ocidental”

Ao anunciar as novas sanções, o Tesouro afirmou que o PCC representa uma ameaça crescente à segurança dos Estados Unidos por manter operadores no país, especialmente na Flórida, responsáveis por lavar dinheiro do tráfico de drogas e financiar outras atividades criminosas.

Segundo o órgão, o PCC é atualmente a maior organização criminosa transnacional do hemisfério ocidental e expandiu suas operações para diversos países, incluindo Reino Unido, Turquia e Japão.

Em nota, o subsecretário do Tesouro para Terrorismo e Inteligência Financeira, Gene Lange, afirmou que a medida busca impedir que organizações criminosas ampliem sua atuação em território americano.

“Esta designação representa mais um passo do governo dos Estados Unidos para enfrentar a crescente presença das atividades ilícitas de geração de receita do PCC dentro de nossas fronteiras”, disse.

“O crime organizado no hemisfério ocidental não pode estabelecer operações em solo americano que contribuam para a criminalidade e a falta de respeito à lei”, acrescentou.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.