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Governo teme que classificação de PCC e CV como terroristas afaste investidores do Brasil

Avaliação interna é de que incertezas sobre futuras medidas dos EUA podem afetar o ambiente de negócios no curto prazo

Brasília|Caroline Aguiar, da RECORD, e Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os EUA classificaram o PCC e o CV como organizações terroristas, gerando alerta no governo brasileiro.
  • O governo teme que a classificação cause insegurança jurídica e afete investidores no Brasil.
  • Há preocupação com possíveis sanções e restrições financeiras por parte dos EUA.
  • A reversão da classificação é considerada improvável no curto prazo, segundo o governo americano.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Comando Vermelho e PCC foram classificados como grupos terroristas Aline Massuca/Reuters - 29.05.2026

A decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas acende um alerta dentro do governo brasileiro pelos possíveis efeitos econômicos e financeiros da medida nos próximos meses.

Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, a avaliação predominante é que não devem ocorrer mudanças práticas imediatas já a partir desta sexta-feira (5), quando o enquadramento entra oficialmente em vigor. Ainda assim, há preocupação com as consequências indiretas da decisão e com a forma como o mercado internacional poderá reagir ao novo cenário.


Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acreditam que o principal risco, neste primeiro momento, está relacionado à insegurança jurídica gerada pelas futuras medidas que poderão ser adotadas pelas autoridades americanas para implementar a classificação.

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O temor é que investidores estrangeiros, instituições financeiras e empresários passem a agir com mais cautela em operações envolvendo o Brasil até que haja maior clareza sobre o alcance das sanções e dos mecanismos de fiscalização que serão utilizados pelos Estados Unidos.


Na avaliação de integrantes do governo, mesmo sem efeitos concretos imediatos, a incerteza sobre eventuais bloqueios, investigações financeiras ou restrições futuras pode levar agentes econômicos a adotar uma postura mais conservadora em negócios relacionados ao país.

Reversão é vista como improvável no curto prazo

Outra avaliação que ganhou força dentro do governo é a de que será difícil reverter a classificação no curto prazo.


Interlocutores próximos ao presidente afirmam que a decisão foi tomada diretamente pela administração do presidente Donald Trump e está inserida em uma estratégia mais ampla da política de segurança nacional americana.

Nesse contexto, integrantes do governo consideram improvável que os Estados Unidos revisem rapidamente a medida, mesmo diante das divergências demonstradas pelo Brasil sobre a classificação das facções como grupos terroristas.


Em entrevista exclusiva ao R7, a porta-voz do Departamento de Estado americano, Amanda Roberson, disse que a classificação dificilmente será revertida no futuro.

Segundo ela, a legislação dos Estados Unidos prevê mecanismos de revisão das designações após alguns anos, mas a reversão desse tipo de enquadramento não costuma acontecer.

“A lei contempla uma revisão depois de um período de alguns anos, mas não é muito comum que a decisão seja revertida”, afirmou.

Roberson disse que, neste momento, o governo americano está concentrado na implementação da medida e no uso das novas ferramentas que passam a estar disponíveis para atingir as estruturas financeiras e operacionais das duas maiores facções criminosas brasileiras.

Entre as consequências, estão o bloqueio de bens eventualmente localizados nos Estados Unidos, restrições e cancelamentos de vistos, deportações de integrantes identificados em território americano e a criminalização de qualquer tipo de apoio material ou financeiro às organizações.

“Agora, com essas ferramentas, vamos tentar estrangular suas fontes de recursos, de apoio, para já acabar com as terríveis ações que eles estão tomando, não só no Brasil, mas em outros países e nos Estados Unidos”, declarou.

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