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EUA buscam que ONU eleve a US$13 bi fundo humanitário para lidar com crise de refugiados

Internacional|Do R7

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Por David Brunnstrom

DAVOS (Reuters) - Os Estados Unidos disseram nesta sexta-feira que irão incentivar um aumento do fundo humanitário da Organização das Nações Unidas (ONU) neste ano para 13 bilhões de dólares para lidar com a crise global de refugiados em uma cúpula em setembro que terá como anfitrião o presidente norte-americano, Barack Obama.


O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, disse que o objetivo do encontro paralelo à Assembleia Geral da ONU seria garantir um aumento de 30 por cento na arrecadação de fundos em relação aos 10 bilhões dólares de 2015 e dobrar o número de refugiados reassentados ou admitidos em outros países.

“A cúpula será o resultado de um diálogo sustentado, de um esforço rigoroso para unir a comunidade mundial”, disse Kerry em seu discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos.


Ele também disse que os EUA irão procurar conseguir mais dez países para ajudar com a crise e tentar chegar a um milhão de crianças refugiadas nas escolas e a um milhão de refugiados trabalhando legalmente.

"O setor privado, a sociedade civil e as organizações religiosas também serão convocadas a ajudar na integração de refugiados nas sociedades anfitriãs nos aspectos sociais, acadêmicos e através do acesso ao mercado de trabalho”, disse Kerry.


Um comunicado do Departamento de Estado disse que os EUA iria anunciar "novos compromissos significativos" nos próximos meses e iria "encorajar outros países a fazer o mesmo".

No mês passado, a ONU disse que o número de pessoas deslocadas à força em todo o mundo podia ter “ultrapassado de longe” a marca recorde de 60 milhões em 2015, principalmente devido à guerra na Síria e a outros conflitos prolongados.


O número estimado inclui 20,2 milhões de refugiados de guerras e perseguições, o maior desde 1992, segundo um relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

De acordo com o documento, cerca de 2,5 milhões dos que requerem asilo têm solicitações pendentes, com a Alemanha, a Rússia e os Estados Unidos recebendo o maior número --quase um milhão de novos pedidos apresentados no primeiro semestre do ano.

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