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EUA comentam conflito entre China e Japão e pedem melhor comunicação

Internacional|Do R7

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Tóquio, 3 dez (EFE).- O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, defendeu nesta terça-feira em Tóquio a necessidade de Japão e China compartilharem "melhores canais de comunicação" para evitar o aumento da tensão entre as potências após a criação de uma controvertida zona de defesa aérea por Pequim no mar da China Oriental. "Estamos profundamente preocupados com esta ação (da China) para modificar o status quo no Mar da China Oriental", explicou Biden após seu encontro com o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, com quem quis reafirmar a importância que a aliança entre os países orientais tem para "a paz e a estabilidade na Ásia nordeste". A visita do vice-presidente americano ao Japão acontece apenas uma semana depois de a China anunciar a criação de uma zona de defesa de identificação aérea (ADIZ) que inclui as ilhas Senkaku (Diaoyu em chinês), administradas por Tóquio e reivindicadas por Pequim. "Esta ação elevou a tensão na região e o risco que se produzam erros de cálculo", lembrou Biden, que garantiu que transmitirá isto ao presidente da China, Xi Jingping, com quem se reunirá amanhã em Pequim, na próxima parada de sua viagem à Ásia. O vice-presidente dos EUA ressaltou que Washington "se manterá firme a respeito dos compromissos de nossa aliança (com o Japão)", em um agrado ao seu principal parceiro militar nesta parte do mundo. Pouco antes da visita os aliados exibiram uma insólita diferença de critério em torno da ADIF da China. Tóquio pediu às companhias aéreas japonesas que não informem sobre suas rotas a Pequim quando atravessarem a zona de defesa aérea, enquanto Washington recomendou às americanas fazê-lo para evitar pôr em risco os passageiros dos voos comerciais. Alguns meios de comunicação japoneses reprovaram suavemente o desencontro apesar do Departamento de Estado deixar claro que não reconhece a validade da ADIF e que só procura evitar qualquer incidente que envolva a população civil. Os Estados Unidos optaram por não tomar uma postura sobre a soberania das controvertidas Senkaku/Diaoyu, um pequeno arquipélago desabitado que poderia abrigar reservas pesqueiras e de petróleo, embora reconheça que as ilhas fazem parte do acordo de defesa bilateral que Washington mantém com Tóquio. EFE asb/cd

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