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EUA devem encerrar ataques aéreos contra Daesh na Síria após retirada

A França, por sua vez, diz que manterá suas tropas no norte da Síria por ora porque os militantes do Daesh não foram eliminados

Internacional|Do R7

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A França tem cerca de 1.100 militares no Iraque e na Síria
A França tem cerca de 1.100 militares no Iraque e na Síria

Os Estados Unidos provavelmente encerrarão sua campanha aérea contra o Daesh na Síria quando retirarem suas tropas, disseram autoridades norte-americanas, consolidando uma reviravolta política abrupta que alarmou aliados ocidentais e os parceiros de batalha curdos.

França e Alemanha, aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), alertaram que a mudança de curso súbita dos EUA cria o risco de prejudicar a luta contra o Daesh, e alguns dos colegas republicanos do presidente Donald Trump disseram que a retirada das tropas fortalece a Rússia e o Irã, ambas apoiadoras do presidente sírio, Bashar al-Assad.

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O anúncio feito por Trump na quarta-feira reverteu um pilar central da política dos EUA para o Oriente Médio e surpreendeu parlamentares e aliados.

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A França, um importante membro da coalizão liderada pelos EUA, disse que manterá suas tropas no norte da Síria por ora porque os militantes do Daesh não foram eliminados.

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"O Daesh não foi varrido do mapa, nem suas raízes. Os últimos bolsões desta organização terrorista precisam ser derrotados militarmente de uma vez por todas", disse a ministra da Defesa francesa, Florence Parly, no Twitter.

A França tem cerca de 1.100 militares no Iraque e na Síria oferecendo logística, treinamento e apoio de artilharia pesada, além de caças. Na Síria, o país tem dezenas de forças especiais, conselheiros militares e pessoal do Ministério de Relações Exteriores.

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Trump defendeu sua decisão nesta quinta-feira, tuitando que está cumprindo uma promessa de sua campanha presidencial de 2016 ao sair da Síria. Os EUA estão fazendo o trabalho de outros países, incluindo a Rússia e o Irã, e recebendo pouco em troca, e é "hora de outros finalmente lutarem", escreveu.

Autoridades dos EUA disseram que a ordem de retirada das tropas também deve significar o fim da campanha aérea contra o Estado Islâmico na Síria, que tem sido crucial para expulsar os militantes do país e do vizinho Iraque — mais de 100 mil bombas e mísseis foram disparados contra alvos nas duas nações desde 2015.

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Mas um funcionário norte-americano alertou que ainda não se tomou uma decisão final sobre a ofensiva aérea, e não descartou algum tipo de apoio a parceiros e aliados.

Os EUA disse ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) que está comprometido com a "destruição permanente" do Estado Islâmico na Síria e que continuará pressionando pela retirada de forças apoiadas por Teerã no país.

Os cerca de 2 mil militares dos EUA em solo sírio, muitos deles forças especiais, têm ajudado a combater o grupo extremista, mas também foram vistos como uma possível força contra Assad, que retomou a maior parte da Síria de seus inimigos na guerra civil com auxílio militar iraniano e russo.

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