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Internacional EUA dizem não haver indícios de que óvnis derrubados eram chineses ou espiões

EUA dizem não haver indícios de que óvnis derrubados eram chineses ou espiões

Porta-voz do Conselho de Segurança Nacional reforçou que objetos podem pertencer a entidades de pesquisa ou comerciais

AFP
John Kirby explicou que Estados Unidos ainda não recuperaram destroços de óvnis

John Kirby explicou que Estados Unidos ainda não recuperaram destroços de óvnis

Mandel Ngan/AFP - 13.2.2023

Um porta-voz da Casa Branca disse nesta terça-feira (14) que os Estados Unidos não encontraram "nenhum indício" até agora de que os três objetos voadores derrubados recentemente eram de origem chinesa ou tiveram funções de espionagem.

As autoridades americanas até agora "não viram nenhum indício nem nada que indique especificamente a ideia de que estes três objetos eram parte do programa de balões espiões da China ou estavam envolvidos em esforços de coleta de informações de inteligência externa", disse a jornalistas John Kirby, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional.

Kirby disse que os três objetos, dois derrubados sobre o território dos Estados Unidos e um sobre o Canadá, "podem ser balões simplesmente ligados a entidades comerciais ou de pesquisa e, portanto, inofensivos".

No entanto, Kirby enfatizou que a China está levando adiante um "programa intencional e bem financiado" com balões de grande altitude e difíceis de detectar para espionar os Estados Unidos e outros países.

Um balão deste tipo, segundo funcionários americanos, foi derrubado em 4 de fevereiro na costa dos Estados Unidos, um incidente que posteriormente levou a derrubada preventiva de três outros objetos voadores não identificados.

Pequim nega que use balões de espionagem e diz que o grande balão derrubado na costa leste tinha como objetivo uma investigação meteorológica.

O Pentágono e a Casa Branca afirmam que saber com certeza a natureza dos três objetos voadores não identificados é difícil devido aos obstáculos encontrados pelas equipes enviadas para recuperar os destroços.

Citando condições climáticas e geográficas "bastante difíceis" nos três casos, Kirby reconheceu que "pode levar um tempo" até localizar e recuperar os restos.

"Ainda não os encontramos", concluiu Kirby.

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