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EUA emitem alerta e recomendam saída ‘imediata’ da Rússia após suspeita de peste

Embaixada diz que o governo americano tem capacidade limitada para prestar assistência a seus cidadãos na Rússia

Estadão Conteúdo

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Embaixada dos EUA em Moscou emitiu um alerta de saúde após um caso suspeito de peste bubônica na Sibéria.
  • Cidadãos norte-americanos na Rússia são aconselhados a sair imediatamente devido à capacidade limitada de assistência do governo dos EUA.
  • A morte da pesquisadora Darya Shipilova levantou preocupações sobre uma infecção particularmente perigosa.
  • A OMS pede transparência à Rússia sobre as circunstâncias da morte para avaliar os riscos à saúde pública.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Dalia Shipilova, de 28 anos, teria sido contaminada depois de um acidente em laboratório de pesquisa sobre peste
Dalia Shipilova teria sido contaminada depois de um acidente em laboratório Reprodução/Vk.ru

A Embaixada dos Estados Unidos em Moscou emitiu nesta terça-feira (6) um alerta de saúde após relatos de um caso suspeito de peste bubônica que resultou na morte de uma pesquisadora na região de Irkutsk, na Sibéria. O comunicado reforça a orientação para que cidadãos norte-americanos atualmente na Rússia deixem o país “imediatamente”.

A embaixada afirmou que acompanha a situação e ressaltou que o governo norte-americano tem capacidade limitada para prestar assistência a seus cidadãos na Rússia, especialmente fora de Moscou.

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“O Alerta de Viagem de Nível 4 (Não Viaje) do Departamento de Estado para a Rússia continua em vigor e determina que os cidadãos americanos que se encontram atualmente na Rússia devem partir imediatamente”, informou.

O governo também voltou a recomendar que cidadãos não viajem à Rússia devido ao risco de detenção indevida e a preocupações de segurança.

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A embaixada orientou norte-americanos que estejam na região afetada a seguir as recomendações das autoridades sanitárias locais, evitar instalações atingidas pelas medidas e procurar atendimento médico caso apresentem febre ou sintomas respiratórios.

Quem tiver viajado para uma área afetada também deve monitorar a própria saúde por 14 dias. O governo recomendou ainda que seus cidadãos tenham um plano para deixar o país em uma emergência sem depender da assistência dos Estados Unidos.

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Pesquisadora morreu após pneumonia

O alerta ocorre após a morte de Darya Shipilova, de 28 anos, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Antipeste de Irkutsk. Ela morreu na sexta-feira (2) depois de uma suspeita de infecção por peste.

Darya havia sido internada na terça-feira (29) no Hospital Distrital de Shelekhov, na região de Irkutsk, e morreu três dias depois. A agência estatal russa TASS informou que ela recebeu diagnóstico de pneumonia de causa desconhecida.

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Segundo a agência, o Rospotrebnadzor, órgão responsável pela supervisão da saúde pública na Rússia, afirmou que foram adotadas medidas especiais após o caso. Exames ampliados de amostras da pesquisadora, segundo o órgão, não identificaram microrganismos associados às atividades profissionais dela.

Todas as pessoas que tiveram contato com a pesquisadora estão sob supervisão médica, segundo o governador de Irkutsk, Igor Kobzev. Ele não especificou qual seria a infecção e se referiu ao caso como suspeita de “uma infecção particularmente perigosa”.

EUA dizem acompanhar caso de perto

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou nesta segunda-feira (5) que os Estados Unidos acompanham de perto a morte da pesquisadora.

Rubio disse não acreditar que haja motivo para alarme neste momento, mas afirmou que o governo americano está ciente de que “a doença pode se espalhar rapidamente”, apesar das medidas de quarentena e de outros protocolos de saúde pública adotados pelas autoridades russas.

A peste é uma doença infecciosa provocada pela bactéria Yersinia pestis. Embora possa ser grave, pode ser tratada com antibióticos quando identificada e tratada precocemente.

OMS cobra transparência da Rússia

O diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu nesta terça-feira que a Rússia seja transparente sobre as circunstâncias da morte.

“O compartilhamento oportuno, completo e transparente de informações no âmbito do Regulamento Sanitário Internacional é essencial para esclarecer os relatos contraditórios e permitir uma avaliação precisa dos possíveis riscos à saúde pública”, afirmou Tedros.

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