Rússia x Ucrânia ‘flerta’ com situação que lembra a 2ª Guerra Mundial, alerta pesquisador
Zelensky afirmou que a Ucrânia vai continuar intensificando os ataques contra refinarias de petróleo russas em retaliação às investidas militares
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que a Ucrânia vai continuar intensificando os ataques contra refinarias de petróleo russas. Segundo ele, os serviços de inteligência ucranianos obtiveram documentos que mostram que o líder russo, Vladimir Putin, divulgou uma “nova doutrina” de ataques militares contra uma gama muito mais ampla de alvos civis antes do inverno.
O presidente da Ucrânia afirma que o objetivo é pressionar as pessoas para que deixem a capital e outras cidades. No final de semana, o Kremlin divulgou um comunicado orientando cidadãos estrangeiros a deixarem Kiev e afirmou que Moscou vai continuar atacando alvos sistematicamente. Já o Ministério da Defesa russo prometeu intensificar os ataques contra a Ucrânia em resposta às declarações de Zelensky.
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Em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (6), Vitelio Brustolin, professor de relações internacionais e pesquisador, destaca que cidades como Kiev, que a Rússia está atacando, estão longe da linha de frente. “Não são os soldados que estão lá se enfrentando que são alvejados, são pessoas civis, são senhoras, são mulheres, são jovens, são crianças, são idosos, que não têm nenhum contato com os soldados, não estão na linha de frente, mas são essas pessoas que viraram alvo da Rússia”, alerta.
Segundo Brustolin, atitudes tomadas pela Rússia podem ser consideradas crimes de guerra, e isso tem tomado a atenção da Europa. “A guerra aos poucos vai se espalhando por outros países; a Rússia chegou a ameaçar as fábricas da Europa e especialmente da Alemanha, que ajudam a Ucrânia, dizendo que essas fábricas são alvos legítimos russos. [...] tem indícios de ameaças híbridas, de guerra cibernética, de ameaça nuclear, de uso de drones, de transposição do espaço aéreo de outros países, incursão em espaço aéreo com drones e com jatos, flertando com uma guerra que pode se tornar muito maior e que lembra a Segunda Guerra Mundial”, alerta.
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