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Estados Unidos fracassam em tentativa de buscar solução negociada para o Níger

Vice-secretária de Estado do país americano se reuniu por mais de duas horas com os comandos militares da nação em crise

Internacional|Do R7

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Um vendedor de rua anda do lado de fora da sede do Partido Nigeriano para Democracia e Socialismo na capital Niamei
Um vendedor de rua anda do lado de fora da sede do Partido Nigeriano para Democracia e Socialismo na capital Niamei

A número dois da diplomacia americana declarou nesta segunda-feira (7) que teve negociações difíceis com os autores do golpe de Estado no Níger, que não levaram a uma solução negociada para restabelecer a ordem constitucional naquele país.

Victoria Nuland, vice-secretária de Estado em exercício, disse que se reuniu por mais de duas horas com os comandos militares do Níger, em Niamei.

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"A conversa foi extremamente franca e, em alguns momentos, bastante difícil. Foi uma primeira conversa, em que os Estados Unidos ofereceram seus bons ofícios se houver vontade dos responsáveis de retornar à ordem constitucional. Não diria, de forma alguma, que essa oferta foi aceita."

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A vice-secretária informou que se reuniu com Moussa Salaou Barmou, nomeado novo comandante do Estado-Maior militar, e com outros dirigentes. Segundo Victoria, a junta não respondeu ao seu pedido de reunião com o autoproclamado novo líder do Níger, general Abdourahamane Tiani, nem com o presidente eleito detido, Mohamed Bazoum, embora funcionários americanos tenham conversado por telefone com esse último.

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Segundo Victoria, Washington propôs uma série de opções para reverter o golpe e deixou claras as consequências para as relações com os Estados Unidos caso o Níger não restabeleça Bazoum no poder ou siga o caminho do vizinho Mali, de convocar os mercenários russos Wagner.

"Espero que mantenham a porta aberta para a diplomacia", disse a vice-secretária, acrescentando que Barmou está familiarizado com a cooperação com os Estados Unidos, porque já fez parte das forças especiais. "As pessoas que tomaram essa decisão (do golpe de Estado) compreendem muito bem os riscos à sua soberania quando o Wagner é convidado a entrar."

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