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EUA, França e Grã-Bretanha pressionam Assad sobre armas químicas na Síria

Internacional|Do R7

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Por Warren Strobel e John Irish

PARIS, 16 Set (Reuters) - França, Grã-Bretanha e Estados Unidos aumentaram a pressão nesta segunda-feira sobre o presidente sírio, Bashar al-Assad, para que siga o acordo sob o qual a Síria abriria mão das armas químicas e alertaram que o país sofrerá as consequências se não cumprir com o acetrado.

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A Rússia, no entanto, alertou contra a imposição de punições duras ao governo de Assad em caso de descumprimento.

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, reiterou que o acordo alcançado no fim de semana com seu homólogo russo, Sergei Lavrov, tem como objetivo uma resolução da ONU que preveja sanções pelo descumprimento.

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"Se Assad deixar de cumprir no prazo os temores deste acordo-marco, não se enganem, todos nós concordamos -e isso inclui a Rússia - que haverá consequências", disse Kerry a jornalistas em Paris, ao lado dos chanceleres da França e Grã-Bretanha.

Mas, em Moscou, Lavrov declarou que a pressa na aprovação de uma resolução punitiva mostra uma "falta de compreensão" sobre o acordo.

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No começo deste mês, a Rússia propôs que o arsenal químico sírio fosse colocado sob controle internacional, e em troca a Síria seria poupada de um ataque norte-americano em retaliação pelo suposto uso de armas químicas contra civis, em 21 de agosto. Assad, que nega ter cometido o ataque, disse que estava disposto a abrir mão do seu arsenal de armas químicas.

Rússia e EUA concordaram em voltar ao Conselho de Segurança da ONU e explorar opções para punir o regime sírio em caso de descumprimento. Isso incluiria a discussão de uma nova resolução autorizando o uso da força de acordo com o artigo 7º. da Carta da ONU.

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A declaração de Kerry foi feita após discussões envolvendo os chanceleres das três potências ocidentais com poder de veto no Conselho de Segurança, dois dias depois de EUA e Rússia selarem o acordo.

O chanceler francês, Laurent Fabius, salientou que a opção militar contra a Síria não está descartada, mas acrescentou: "Não há solução militar para esse conflito, apenas política".

(Reportagem de Elizabeth Pineau)

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