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EUA vão processar S&P por ratings de dívida hipotecária

Internacional|Do R7

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WASHINGTON, 4 Fev (Reuters) - A Standard & Poor's disse nesta segunda-feira que espera ser alvo de um processo civil do Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre ratings que a agência de classificação de risco de crédito atribuiu à dívida hipotecária antes da crise financeira.

O processo contra a S&P, uma unidade da McGraw Hill, concentra-se nos ratings de vários instrumentos de dívida hipotecária securitizada (CDOs, na sigla em inglês).

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Seria a primeira ação federal tomada contra uma agência de classificação de crédito por suposto comportamento ilegal ligado à crise financeira.

"Um processo do Departamento de Justiça não teria mérito factual ou legal", disse a S&P. "O Departamento de Justiça estaria errado ao afirmar que os ratings da S&P foram motivados por considerações comerciais e não emitidos de boa fé".

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O Departamento de Justiça não estava imediatamente disponível para comentar o assunto.

Vários procuradores-gerais estaduais devem participar do casso, disse o jornal norte-americano The Wall Street Journal, citando fontes a par da questão. As acusações surgem após a dissolução de negociações entre o departamento e a S&P, disse o jornal, citando as fontes.

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A S&P e suas principais rivais, a Moody's e a Fitch, da Fimalac, há muito enfrentam críticas de investidores, políticos e reguladores por atribuir altos ratings a milhares de instrumentos hipotecários subprime e outros que rapidamente azedaram.

As agências de ratings são pagas por emissores por ratings, prática padrão de indústria que, mesmo assim, levantou preocupações sobre possíveis conflitos de interesse.

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Em janeiro de 2011, a Comissão de Inquérito da Crise Financeira acusou as agências de serem "engrenagens essenciais na roda de destruição financeira" e "importantes facilitadores do colapso financeiro".

A McGraw-Hill havia reconhecido em julho passado que o Departamento de Justiça e a Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado de capitais norte-americano, estava investigando possíveis violações da S&P ligadas a seus ratings de produtos estruturados, e que estavam envolvidos em negociações para tentar evitar um processo.

A companhia baseada em Nova York havia divulgado anteriormente uma investigação da SEC sobre seus ratings de um CDO de 1,6 bilhão de dólares conhecido como Delphinus CDO 2007-1. Não ficou imediatamente claro se esse CDO é alvo de possíveis processos.

Em julho passado, o Mizuho Financial Group acertou uma resolução de 127,5 milhões de dólares para encerrar alegações da SEC de que uma unidade norte-americana obteve classificações de crédito falsas para o Delphinus.

Em vários processos registrados por investidores, a S&P sustentou que seus ratings constituem opiniões protegidas pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA.

Em agosto passado, um juiz federal de Manhattan recusou-se a descartar um caso como esse, registrado pelo Abu Dhabi Commercial Bank, King County no Estado de Washington, e outros investidores contra S&P, Moody's e Morgan Stanley sobre perdas da Cheyne, um veículo de investimentos estruturado.

A Cheyne faliu em agosto de 2007. Um julgamento deve começar em 6 de maio, mostram registros jurídicos.

Em seu comunicado, a S&P disse que "lamenta profundamente" como seus ratings de CDOs não foram capazes de prever a rápida deterioração das condições do mercado hipotecário, e que desde então a agência gastou 400 milhões de dólares para ajudar a melhorar a qualidade de seus ratings.

(Reportagem de Sarah N. Lynch e Aruna Viswanatha em Washington, D.C. e Jonathan Stempel em Nova York)

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