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EUA veem uso de arma química na Síria, mas querem mais fatos

Internacional|Do R7

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Por Phil Stewart e David Alexander

WASHINGTON, 25 Abr (Reuters) - Agências de inteligência dos Estados Unidos acreditam que o governo da Síria provavelmente usou armas químicas em pequena escala, informou a Casa Branca na quinta-feira, acrescentando no entanto que o presidente Barack Obama precisa de fatos "confiáveis e corroboráveis" antes de tomar providências.

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A surpreendente revelação levou parlamentares a pedirem imediatamente um envolvimento mais profundo dos EUA na guerra civil da Síria.

A Casa Branca disse que a comunidade de inteligência dos EUA avaliou com "variados graus de certeza" que o agente químico sarin foi usado por forças ligadas ao presidente Bashar al Assad, mas observou que "a cadeia de custódia (dessa arma química) não está clara".

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Obama já havia dito que o uso de armas químicas na Síria, caso comprovado, seria um divisor de águas, mas o governo dos EUA deixou claro que será cuidadoso na reação, ciente que está das lições aprendidas no começo da Guerra do Iraque, há dez anos.

Na época, o governo de George W. Bush usou informações imprecisas para justificar a invasão do país, alegando estar à procura de armas químicas, biológicas e nucleares que afinal não existiam.

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"Dados os interesses envolvidos e o que aprendemos das nossas experiências recentes, avaliações de inteligência por si sós não são suficientes - só fatos confiáveis e corroboráveis que nos oferecerem algum grau de certeza irão guiar nossas decisões", disse Miguel Rodriguez, diretor de assuntos legislativos da Casa Branca, em carta a parlamentares.

O termo "variados graus de certeza", usado para descrever a avaliação, geralmente indica que há um debate acerca das conclusões dentro da comunidade de inteligência, segundo uma fonte de defesa.

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A Casa Branca disse que a suspeita do uso de armas químicas se baseia em parte em amostras fisiológicas, mas um funcionário da Casa Branca não quis revelar quais são esses indícios - se amostras do solo, ou então sangue e/ou cabelos das vítimas.

Seja como for, o gás sarin parece ter sido usado de forma limitada, e uma fonte de inteligência observou que ninguém está "vendo baixas maciças".

Os EUA até agora relutam em serem arrastados militarmente para o conflito sírio, e se limitam a oferecer assistência não letal aos rebeldes que lutam contra o presidente Bashar al Assad, por causa do temor de que armas eventualmente enviadas acabem nas mãos de combatentes ligados à Al Qaeda.

Mas a avaliação dos serviços de inteligência sobre o uso de armas químicas parece deixar os EUA mais próximos de algum tipo de ação, militar ou não.

Uma fonte da Casa Branca disse a jornalistas que "todas as opções estão sobre a mesa em termos da nossa resposta", e acrescentou que os EUA vão consultar seus aliados.

(Reportagem adicional de Matt Spetalnick, Roberta Rampton, Patricia Zengerle e Tabassum Zakaria)

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