Eurogrupo inicia reunião e admite dificuldade na negociação com a Grécia
Não há objetivo de firmar acordo esta noite sobre Grécia, diz ministro italiano
Internacional|Do R7, com agências internacionais

Os ministros de Economia e Finanças da zona do euro iniciaram neste sábado (11) sua reunião extraordinária com a intenção de avançar nas negociações com a Grécia sobre o pagamento da dívida do país, mas reconheceram as dificuldades no debate.
Sob a presidência do holandês Jeroen Dijsselbloem, o fórum começou às 10h30 (de Brasília) a analisar o plano de reformas solicitado pelo governo de Alexis Tsipras para que a Grécia receba um novo resgate por um período de três anos e por um valor de cerca de R$ 176 bilhões (50 bilhões de euros).
A reunião "está longa", segundo palavras do ministro de Finanças da Itália, Pietro Carlo Padoan, enquanto seu colega alemão, Wolfgang Schauble afirmou considerar que "as negociações vão ser extraordinariamente difíceis".
O ministro das Finanças da Itália, Pier Carlo Padoan, buscou diminuir as expectativas de que um acordo decisivo sobre ajuda à Grécia deva ser firmado na reunião deste sábado que envolve ministros das Finanças dos 19 países da zona do euro em Bruxelas.
Ao chegar para o encontro, Padoan afirmou que a reunião "não é sobre chegar a um acordo esta noite".
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Os ministros vão analisar o pedido de resgate da Grécia e suas propostas econômicas, as quais receberam aprovação de uma grande maioria no Parlamento grego na madrugada deste sábado no país. Sem um acordo, a Grécia corre risco de sair da zona do euro.
— Estamos com a mente aberta para encontrar uma luz verde para a negociação de amanhã.
Se os ministros da zona do euro falharem em chegar a um acordo neste sábado, então o bastão pode ser entregue aos líderes da região, que devem se encontrar em Bruxelas no domingo para uma reunião de emergência. Se houver um acordo neste sábado, porém, dizem as fontes, a reunião de domingo (12) pode não ser necessária.
O comissário europeu, Pierre Moscovici, considerou que há uma decisão de peso pela frente.
— É difícil exagerar a importância da decisão, pelos 10 milhões de gregos que fizeram sacrifícios e que queremos que continuem na zona do euro, pela zona do euro inteira que acaba de emergir de uma crise e precisa de estabilidade e confiança e pela economia do mundo, que também enfrenta muitas incertezas.
A Grécia precisa de 74 bilhões em novos recursos, concluíram as três instituições que supervisionam o programa de resgate da zona do euro em estudo sobre a proposta grega, de acordo com informações dadas por três autoridades europeias à Dow Jones Newswires. O pacote pode incluir 16 bilhões vindos do FMI (Fundo Monetário Internacional), caso a instituição decida participar do novo pacote de ajuda, afirmaram as fontes.
Na chegada à reunião, o ministro das Finanças da Áustria, Hans Jorg Schelling, defendeu que o FMI deva participar do pacote. A Alemanha, que deseja manter o apoio à Grécia em um nível mínimo, deve discordar das demandas do FMI por um perdão da dívida.
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