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Evo Morales: Chile deve pedir "perdão" aos três soldados por sua detenção

Internacional|Do R7

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La Paz, 1 mar (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse nesta sexta-feira que o governo do Chile deve pedir "perdão" aos três soldados bolivianos detidos no país, que já foram libertados sem julgamento, para mostrar que é um "bom vizinho". "O melhor que o governo do Chile pode fazer é pedir perdão aos três soldados. Assim podemos entender que é um bom governo, um bom vizinho, que está disposto a trabalhar de forma conjunta", afirmou Morales em discurso em uma base militar aérea. Morales definiu como uma "vitória da dignidade do povo boliviano" a "libertação sem culpa" e "sem condenação" dos três recrutas, que retornarão hoje à Bolívia após aceitar uma solução alternativa ao julgamento, estipulada pela Promotoria chilena e pela defesa. O ministro da Defesa, Rubén Saavedra, já viaja a bordo de um avião militar para a cidade chilena de Iquique para acompanhar os soldados de volta à Bolívia, onde já se prepara um ato de boas-vindas em La Paz. O presidente voltou a chamar de "injusta" a detenção pois, segundo ele, se os soldados entraram em território chileno sem permissão e armados foi porque estavam perseguindo contrabandistas. O líder também disse que "frente à soberba, frente a prepotência, a verdade se impõe" e insistiu que os recrutas Alex Choque, Augusto Cárdenas e José Luis Fernández foram "vítimas da soberba de algumas autoridades do governo chileno". Morales insistiu que se o Chile pratica a integração ou tem interesse no "respeito de pessoa para pessoa, de governo para governo" deve pedir perdão porque as Forças Armadas bolivianas se esforçam nas operações para recuperar veículos roubados em países vizinhos. Lembrou que a Bolívia já devolveu ao Chile e Brasil centenas de veículos confiscados nas operações realizadas por militares. Destacou ainda que houve união do povo boliviano e o apoio da comunidade internacional e de alguns movimentos sociais, artistas e autoridades chilenos que consideraram uma injustiça a prisão dos três recrutas. O líder pediu aos chefes das Forças Armadas que organizem "um grande ato" para receber os três soldados, aos que há poucos dias nomeou "heróis do mar" ao considerar que o Chile os manteve presos em represália pela reivindicação boliviana de recuperar a saída para o Pacífico perdida em uma guerra no século XIX. EFE ja/tr (foto)

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