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Ex-assessor de Trump é acusado de mentir em depoimento

Revelação representa um possível revés no inquérito de um procurador especial sobre a interferência da Rússia na eleição presidencial de 2016

Internacional|Do R7

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Paul Manafort, ex-gerente de campanha do presidente dos EUA
Paul Manafort, ex-gerente de campanha do presidente dos EUA

Paul Manafort, ex-gerente de campanha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, violou o acordo de admissão de culpa ao mentir a investigadores federais, disseram procuradores dos Estados Unidos em autos, o que representa um possível revés no inquérito de um procurador especial sobre a interferência da Rússia na eleição presidencial de 2016.

Na segunda-feira (26) Manafort disse nos mesmos autos que discordou quando o procurador especial Robert Mueller afirmou que ele mentiu, mas os dois lados concordaram que o tribunal deveria ir adiante e condená-lo por seus crimes.

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O desdobramento surpreendente ocorreu em um momento crítico para Mueller, de quem se espera que finalize nos próximos meses um relatório sobre as conclusões de sua investigação de 18 meses sobre a intromissão eleitoral russa e um possível conluio com a campanha do presidente Trump.

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Embora não seja um golpe fatal, a anulação do acordo de admissão de culpa de Manafort significa que Mueller perde as contribuições de uma testemunha que tem laços profundos com a Rússia e que administrou a campanha de Trump no início, em meados de 2016.

"É ruim para a investigação de Mueller como um todo", disse Patrick Cotter, advogado de defesa criminal de Chicago e ex-procurador-geral- assistente de Nova York. "Ele tem uma testemunha a menos hoje".

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Mas, disse ele, isso não quer dizer que a cooperação de Manafort não teve nenhum valor, observando que ela pode ter levado Mueller a outras fontes de informação.

Manafort é um consultor de política republicano de longa data que ganhou dezenas de milhões de dólares trabalhando para políticos pró-Kremlin da Ucrânia antes de se unir à campanha de Trump em março de 2016, prometendo trabalhar de graça.

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Em junho de 2016 ele participou de uma reunião na Trump Tower com um grupo de russos que ofereceu "sujeira" sobre a candidata democrata Hillary Clinton, que sofreu uma derrota inesperada para Trump na votação presidencial.

O relacionamento antigo de Manafort com um oligarca próximo do presidente russo, Vladimir Putin, foi outra razão para a cooperação dele ser vista como importante para o inquérito de Mueller.

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