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Ex-ministro é denunciado após afirmar que Grécia espionou os EUA

Internacional|Do R7

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Atenas, 30 out (EFE).- Um advogado grego apresentou uma denúncia contra o ex-ministro das Relações Exteriores Theodoros Pángalos por revelar segredos de Estado após as declarações de ontem, nas quais assegurou que a Grécia também espionou os Estados Unidos. Segundo informaram nesta quarta-feira vários meios de comunicação locais, o advogado Ayis Tatsis se apresentou ontem mesmo a uma delegacia para a apresentar a citada denúncia, que agora será remetida à procuradoria. O letrado alega que se as declarações de Pángalos - ministro de Relações Exteriores entre 1996 e 1999 - forem verídicas, constituem o "delito de reveleção de segredo de Estado" e colocam em perigo a segurança do país. Além disso, o letrado acrescenta em sua denúncia, que as declarações colocam em perigo as relações pacíficas com outros Estados. Em entrevista à rádio "To Vima FM", o ex-ministro socialista Pángalos afirmou que a Grécia também tinha espionado alguns diplomatas americanos. "Os serviços secretos gregos conseguiram escutar os embaixadores dos Estados Unidos em Atenas e Ancara (Turquia)", assegurou. Questionado se essa conduta era legal, o ex-chefe da diplomacia helena contesto. "O senhor está contando uma piada? Foi um ato de espionagem, e com muito êxito". Além disso, o ex-ministro assegurou que tanto o primeiro-ministro, como o ministro da Defesa, o das Relações Exteriores e o chefe dos serviços secretos estavam a par destes escutas, algo que considerou habitual e que "ocorre em cada Governo". As declarações de Pángalos caíram como um jarro de água fria no Governo bipartido de conservadores e social-democratas, e embora as declarações oficiais tenham sido moderadas, os que falaram sob condição de anonimato usaram um tom mais duro. Neste sentido, o jornal Kathimerini cita hoje fontes do Governo que sustentam que Pángalos fez um favor aos que tentavam criticar a espionagem dos Estados Unidos. As declarações de Pángalos ocorrem justo um dia depois que a publicação alemã "Der Spiegel" revelou que a embaixada americana em Atenas tinha sido usada como centro de espionagem. Em uma informação baseada em documentos fornecidos por Edward Snowden, ex-analista da Agência Nacional de Segurança (NSA) e da CIA, a publicação sustenta que a embaixada americana em Atenas, situada em uma cêntrico edifício de grandes dimensões, realizou escutas e interceptou chamadas através de um centro instalado em seu telhado e que podia ser dirigido por controle remoto. "Agora fica difícil pedir explicações aos Estados Unidos (sobre sua espionagem)", disse um funcionário grego ao citado diário sob condição de anonimato. O próprio porta-voz do Governo, Simos Kedikoglu, se limitou a assinalar que o Serviço Nacional de Espionagem, que segundo Pángalos foi o encarregado dos escutas aos diplomatas americanos, "sempre realizou sua missão no marco da Constituição e da lei e em respeito aos amigos e aliados". EFE ih/ff

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