Internacional Ex-presidente da Bolívia é transferida de prisão na madrugada

Ex-presidente da Bolívia é transferida de prisão na madrugada

Jeanine Áñez tem hipertensão e por ordem judicial deveria ter sido encaminhada para uma clínica

Ex-presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, sofre de hipertensão e deveria ir para clínica

Ex-presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, sofre de hipertensão e deveria ir para clínica

Henry Romero/ Reuters - 15.11.2019

A ex-presidente interina da Bolívia Jeanine Áñez foi transferida na madrugada deste sábado (20) entre dois centros penitenciários do país.

Inicialmente, a partir de autorização dada ontem por um juiz local, a líder de governo após a renúncia de Evo Morales deveria ter sido encaminhada para uma clínica, o que acabou não acontecendo.

Áñez foi transportada em uma ambulância do Centro de Orientação Feminina de Obrajes, localizado em La Paz, onde está presa desde a última segunda-feira (15), para a penitenciária de Miraflores, também na capital boliviana.

"Me buscaram dizendo que iria para a Clínica del Sur, disse a ex-presidente, na chegada à prisão de destino, em referência a um dos principais hospitais de La Paz.

Ontem, um juiz determinou que Áñez fosse transferida para uma unidade de saúde, para ser avaliada e atendida, por causa de problemas de hipertensão.

A antiga líder interina de governo participou de audiência virtual com voz frágil, utilizando oxigênio para respirar, devido a pressão alta.

Durante a noite desta sexta-feira, Áñez utilizou o Twitter para confirmar a saída da prisão de Obrajes e criticar o governo atual da Bolívia.

"A justiça ordenou que a ex-presidenta fosse transferida para uma clínica, pelo seu delicado estado de saúde, mas o governo se negou a cumprir essa ordem. Uma vez mais, estamos diante de um abuso contra os direitos humanos mais fundamentais", escreveu.

Jeanine Áñez está presa desde a segunda-feira, enquanto é investigada pelo caso chamado "golpe de Estado", no qual é acusada de "sedição e terrorismo" em 2019, após as questionadas eleições que resultaram na renúncia de Evo Morales à presidência.

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