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Ex-presidente da Etiópia Negasso Gidada morre aos 75 anos

Não se sabia que o ex-presidente etíope estava internado, recebendo tratamento médico na Alemanha, para tratar de alguma doença no hospital

Internacional|Da EFE

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Negasso Gidada foi o primeiro presidente eleito da Etiópia
Negasso Gidada foi o primeiro presidente eleito da Etiópia

Primeiro presidente eleito da Etiópia após o fim da chamada Derg (1974-1991), Negasso Gidada (1995-2011) morreu neste sábado aos 75 anos em um hospital da Alemanha.

Negasso estava recebendo tratamento médico na Alemanha, país onde passou a viver depois de deixar a presidência e onde também começou sua carreira política. Não se sabia que o ex-presidente etíope estava internado para tratar de alguma doença no hospital.


O ex-presidente voltou à Etiópia em 1991, quase 20 anos depois de deixar o país para viver na Alemanha. Dois meses depois, uma coalizão de grupos rebeldes étnico-nacionalistas tomaram o poder e acabaram com 17 anos de governo comunista no país.

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Durante a transição, Negasso desempenhou vários papéis importantes na Organização Democrática do Povo Oromo, um grupo que, após mudar de nome, forma hoje uma das quatro alas que compõem a EPRDF (Frente Democrática Revolucionária do Povo Etíope), partido que governa o país atualmente.

Negasso foi um dos integrantes do comitê que elaborou a Constituição de 1995, ano em que também se tornou no primeiro presidente eleito do novo período democrático da Etiópia. O cargo, ocupado por ele até 2001, não tem funções executivas.


Quando deixou o poder, Negasso revelou que lamentava toda a atuação do EPRDF no governo e decidiu fazer parte da UDJ (Unidade pela Democracia e a Justiça), principal de oposição. Pela nova legenda, o ex-presidente foi eleito parlamentar e, no mandato de cinco anos, tornou-se um dos principais críticos do governo.

Nascido em 8 de setembro de 1943 em Wellega, uma região rural do oeste da Etiópia, Negasso estudou História na Universidade Haile Sellassie 1, de Adis Abeba, capital do país.

Casado com uma alemã, ele teve uma vida bastante humilde depois de deixar a presidência. Só no ano passado o governo da Etiópia voltou a conceder benefícios presidenciais a Negasso.

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