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Exército russo é acusado de usar africanos como ‘bomba humana’ na guerra da Ucrânia

Vídeos e relatos apontam recrutamento de estrangeiros pobres, promessas falsas e exploração extrema no front

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Exército russo é acusado de usar mercenários africanos em missões suicidas na Ucrânia.
  • Denúncias revelam que soldados são forçados a detonar explosivos presos ao corpo.
  • Recrutamento de estrangeiros pobres é explorado em meio a promessas de pagamento e cidadania.
  • Ucrânia alerta sobre aliciamento ilegal de jovens africanos por parte da Rússia.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Imagem mostra um homem identificado como Francis com um explosivo amarrado ao peito Reprodução/X/JulianRoepcke

O Exército da Rússia estaria utilizando mercenários africanos como combatentes descartáveis em missões suicidas contra militares ucranianos, segundo denúncias divulgadas por jornalistas e autoridades da Ucrânia.

As acusações indicam que esses soldados seriam forçados a avançar com minas terrestres presas ao corpo para detonar bunkers inimigos, poupando tropas russas.

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Imagens publicadas pelo jornalista alemão Julian Roepcke, do jornal Bild, mostram um homem identificado como Francis com um explosivo amarrado ao peito, sendo ameaçado com um fuzil e obrigado a se deslocar por uma posição subterrânea. No vídeo, o homem levanta as mãos enquanto é conduzido sob coerção armada.

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De acordo com Roepcke, o Exército russo passou a chamar esses combatentes estrangeiros de “otkryvala”, termo russo que significa algo como “abridor de lata”. A função atribuída a eles seria correr até as posições ucranianas com uma mina TM-62 presa ao corpo e se explodir, abrindo caminho para ataques posteriores de outras unidades.

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Outro vídeo citado nas denúncias mostra um grupo de africanos cantando e dançando na neve, supostamente para manter o moral. Em contraste, um soldado russo, falando em seu próprio idioma para não ser compreendido, ironiza a situação ao dizer que há muitos “descartáveis” disponíveis e afirma que eles cantarão de forma diferente quando chegarem à linha de frente.

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As denúncias surgem em meio à revelação de que a Rússia recrutou, apenas em dezembro, cerca de 150 estrangeiros de 25 países para lutar na guerra contra a Ucrânia. Outros 200 estariam se preparando para se alistar, vindos de nações do espaço pós-soviético e do Sul Global, como Belarus, Tajiquistão, Uzbequistão, Cuba, Quênia e China. Entre os principais atrativos estariam pagamento, facilitação de cidadania russa e anistia para criminosos.

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O chefe do Serviço de Inteligência Estrangeira da Ucrânia, Oleh Ivashchenko, afirmou que Moscou explora deliberadamente a instabilidade econômica de países mais pobres e a falta de caminhos legais de migração, transformando essas fragilidades em instrumentos de controle. Segundo ele, a presença de estrangeiros é usada pela propaganda russa como prova de apoio do chamado mundo não ocidental.

Casos individuais reforçam as acusações de engano no recrutamento. Um sul-africano identificado como Dubandlela relatou que seu filho, de 20 anos, se alistou acreditando que receberia treinamento de elite para atuar como segurança privado na Rússia. Meses depois, a família afirma que o jovem foi enviado ao conflito na Ucrânia junto com outros homens que dizem ter sido vítimas de um esquema fraudulento.

O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia alertou para programas ilegais russos de aliciamento de jovens africanos e pediu que governos e veículos de imprensa do continente atuem para barrar essas iniciativas.

O porta-voz Heorhii Tykhyi afirmou que Moscou também ampliou drasticamente o número de bolsas para estudantes africanos, classificando a medida como parte de uma estratégia de recrutamento disfarçada. Em novembro, a filha do ex-presidente sul-africano Jacob Zuma deixou o cargo de deputada após acusações de ter induzido homens a viajar para a Rússia sob a promessa de treinamento legal.

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