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Explosão de carro-bomba deixa um morto e 20 feridos na Colômbia

Atentado cometido pela dissidência das Farc danificou centenas de propriedades no centro da cidade, na fronteira com a Venezuela

Internacional|Do R7

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Veículo foi detonado no centro da cidade de Saravena, na fronteira com a Venezuela
Veículo foi detonado no centro da cidade de Saravena, na fronteira com a Venezuela

Um atentado com carro-bomba deixou um morto e ao menos 20 feridos em frente a um complexo de sedes oficiais e dos direitos humanos em Saravena, um município colombiano limítrofe com Venezuela onde o exército mobilizou tropas recentemente, informaram as autoridades nesta quinta-feira (20).

O ataque aconteceu antes de meia-noite de quarta-feira e foi promovido por guerrilheiros que se marginalizaram do acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), segundo um comunicado do comando militar.

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O veículo explodiu em frente a prédios oficiais e uma sede de direitos humanos, onde mais cedo houve uma reunião de líderes sociais.

A explosão matou um vigilante e feriu ao menos 20 outras pessoas, que foram levadas ao hospital de Saravena, segundo afirmou o ministro da Defesa, Diego Molano.

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O atentado "também afetou vários estabelecimentos comerciais, cujos proprietários hoje avaliarão o valor dos prejuízos econômicos", acrescentou o exército.

Entre as instalações danificadas estão as de dois veículos de comunicação, Trochando sin Fronteras e Sarare Estéreo.

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"Os jornalistas nos relataram danos em antenas e equipamentos", disse a Fundação para a Liberdade de Imprensa em uma mensagem pelas redes sociais.

Ataque contra líderes

Por sua vez, o responsável de direitos humanos de Saravena, José Luis Lazo, denunciou que um chefe rebelde da dissidência deu a ordem de atacar os ativistas de direitos humanos no departamento de Arauca, em cuja jurisdição está Saravena.

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Conhecido como Antonio Medina, do chamado Frente 28, por meio de um áudio de Whatsapp, ordenou "o homicídio de líderes comunais, defensores dos direitos humanos e pessoas de empresas comunitárias de transporte e serviços públicos", comentou o funcionário em entrevista à W Radio.

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No entanto, não especificou as motivações dos guerrilheiros.

A região fronteiriça com a Venezuela é um dos maiores focos da violência gerada após o pacto da paz de 2016 na Colômbia.

Embora a maioria dos rebeldes das FARC tenha se desmobilizado, dissidências sem comando unificado ficaram ativas, disputando o controle territorial com organizações como o Exército de Libertação Nacional (ELN), a última guerrilha ativa na Colômbia.

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