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Extinto há 200 anos, antílope-azul será recriado por empresa para ‘corrigir erro humano’

Cientistas especializados em trazer espécies de volta à vida estão trabalhando na fase de edição genômica do animal

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Colossal Biosciences pretende recriar o antílope-azul, extinto há 200 anos na África do Sul.
  • A desextinção se baseia na análise do DNA de um espécime empalhado e na edição genética de células de antílopes-ruão.
  • O CEO da empresa afirma que é uma obrigação corrigir os erros humanos que levaram à extinção do antílope-azul.
  • Além do antílope-azul, a Colossal também trabalha para trazer de volta outras cinco espécies extintas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Antílope-azul tinha aproximadamente 1,20 metro de altura Divulgação/Colossal Biosciences

A empresa norte-americana Colossal Biosciences, que no ano passado anunciou o nascimento de filhotes com características do extinto lobo-terrível, agora pretende trazer de volta à vida o antílope-azul, espécie extinta na África do Sul por volta de 1800.

Com pelagem prateada e azul, o animal tinha aproximadamente 1,20 metro de altura, sendo o menor dos seus parentes vivos mais próximos, como o antílope-ruão e antílope-sable.


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“Foram os humanos que fizeram isso. Os colonizadores europeus dizimaram a população de antílopes-azuis no Cabo em menos de 34 anos. Não há dúvidas sobre a causa e nem sobre a responsabilidade. Se temos a capacidade de corrigir esse erro, acredito que temos a obrigação de fazê-lo”, disse Ben Lamm, CEO da Colossal Biosciences.

Segundo a empresa, o processo de desextinção consiste em diversas etapas, que começou com os cientistas analisando o DNA primário do antílope-azul a partir de um espécime de pele empalhada, armazenado no Museu Sueco de História Natural, em Estocolmo.


Com o material em mãos, a equipe analisou a base genética da espécie e descobriu que os genomas do antílope-azul e do antílope-ruão são cerca de 98% semelhantes. Dessa forma, foi possível identificar as variedades genéticas únicas do antílope-azul e quais características o diferenciam dos parentes.

Agora, a empresa trabalha na fase de edição genômica, quando os pesquisadores introduzem edições e genes da espécie extinta em células do antílope-ruão. “Após concluirmos as diversas edições, o próximo passo será usar as células editadas para criar um embrião e avançar para a implantação. A partir daí, a gestação levará cerca de nove meses”, explicou Lamm.


A metodologia é a mesma utilizada na desextinção do lobo-terrível. Além deles, a Colossal Biosciences trabalha para trazer outras quatro espécies de volta à vida, sendo o mamute-lanoso, tilacino, dodô e moa.

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