F-16V: como são os novos caças de Taiwan fabricados pelos EUA
Modelo mantém a estrutura básica do F-16, mas recebeu novos sistemas eletrônicos, radar e equipamentos de comunicação
Internacional|Do R7
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Taiwan recebeu na sexta-feira (2) os dois primeiros caças F-16V Block 70 de um lote de 66 aeronaves compradas dos Estados Unidos. A chegada ocorre em meio à tensão entre a ilha e China, que a considera parte de seu território e se opõe ao fornecimento de armas americanas às autoridades de Taipei.
Os aviões pousaram na base aérea de Chihhang, em Taitung, no leste de Taiwan, depois de partirem dos Estados Unidos e passarem por Havaí e Guam. A entrega estava prevista originalmente para começar em 2023, mas sofreu atrasos relacionados a problemas de produção e software.
O F-16V Block 70 é, por sua vez, a versão mais recente do F-16 Fighting Falcon, caça desenvolvido pelos americanos e utilizado por forças aéreas de diferentes países. O modelo mantém a estrutura básica do F-16, mas recebeu novos sistemas eletrônicos, radar e equipamentos de comunicação.
Veja Também
O que muda no F-16V?
Uma das principais atualizações está no radar APG-83, do tipo AESA. O equipamento utiliza uma tecnologia que permite realizar varreduras eletrônicas e acompanhar diferentes alvos, além de processar informações com mais rapidez do que os sistemas de versões mais antigas do F-16.
A cabine também foi modificada. O F-16V conta com uma tela central de alta resolução que concentra informações de voo e dados relacionados às missões. O sistema permite ao piloto visualizar mapas, informações táticas e outros parâmetros da aeronave.
Outro recurso incorporado ao modelo é um sistema automático de prevenção de colisões com o solo. A tecnologia foi desenvolvida para identificar situações em que a aeronave esteja seguindo uma trajetória de impacto e auxiliar na correção do voo.
O Block 70 também recebeu modificações estruturais e tem vida útil projetada de até 12 mil horas de voo, segundo a Lockheed Martin, fabricante do avião.
O F-16 é classificado como um caça multifuncional. Dependendo da configuração, pode ser utilizado em missões de combate aéreo e contra alvos terrestres.
Relação com a China
A modernização da força aérea ocorre em um cenário de crescente atividade militar chinesa ao redor de Taiwan. Pequim reivindica soberania sobre a ilha e não descarta o uso da força para assumir o controle do território.
Taiwan, por sua vez, mantém forças militares próprias e tem ampliado investimentos em equipamentos de defesa. Os Estados Unidos são o principal fornecedor internacional de armas para a ilha, embora Washington não mantenha relações diplomáticas formais com Taipei.
A venda dos 66 novos F-16V foi aprovada pelo governo americano em 2019, em um acordo estimado em US$ 8 bilhões. Com a incorporação das novas aeronaves, a frota taiwanesa de F-16 deverá superar 200 unidades, considerando também os aviões mais antigos que passaram por programas de modernização.
A China se opõe às vendas de equipamentos militares dos Estados Unidos para Taiwan e tem pressionado Washington a interromper esse tipo de operação. Na chegada dos dois primeiros F-16V, porém, o governo chinês não havia feito uma declaração específica sobre as aeronaves.
Os novos caças também são considerados parte da resposta de Taiwan à evolução da aviação militar chinesa. A Força Aérea do Exército de Libertação Popular opera aeronaves como o J-20, caça de baixa observabilidade desenvolvido pela China. Os F-16V não são aeronaves furtivas, mas contam com sensores, radar e sistemas eletrônicos atualizados para ampliar suas capacidades de detecção e combate.
A entrega desta sexta-feira corresponde apenas ao início do programa. Ainda há dezenas de F-16V a serem enviados a Taiwan. Segundo a Força Aérea taiwanesa, parte das aeronaves restantes já está em condições de entrega, e o cronograma será definido em conjunto com os EUA.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp














