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Famosa espiã soviética, Goar Vartanian morre aos 93 anos

Goar Vartanian e o marido, Gevork, impediram um plano nazista para matar Stalin, Churchill e Roosevelt durante uma reunião no Irã em 1943

Internacional|Da EFE

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Goar (d) e Gevork Vartanian foram o casal de espiões mais famosos da URSS
Goar (d) e Gevork Vartanian foram o casal de espiões mais famosos da URSS

A espiã soviética Goar Vartanian, que formou com o marido, Gevork Vartanian, um dos casais de agentes secretos mais famosos da União Soviética, morreu nesta segunda-feira, aos 93 anos, segundo informou o Serviço de Inteligência Exterior da Rússia.

"Ela e o marido deixaram uma marca extraordinária na vida de muitos agentes e pessoas comuns. Henry e Anita: Gevork e Goar Vartanian. Ele, herói da União Soviética. Ela, heroína de todos os seus feitos. Ele se foi primeiro, hoje foi a vez dela", diz o comunicado oficial.

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A nota ressalta que Goar era uma pessoa "muito próxima" de "todos" os membros da família de inteligência russa.

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Nascida em 25 de janeiro de 1926 na cidade de Leninakan (atualmente chamada de Guiumri), na Armênia, Goar se mudou com o marido para o Irã na década de 30.

Salvando os aliados

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No território iraniano, o casal ganhou o respeito dos superiores ao abortar uma tentativa de assassinato contra os líderes aliados — o soviético Josef Stalin, o britânico Winston Churchill e o americano Franklin Roosevelt — por parte da Alemanha nazista durante a Conferência de Teerã (1943).

Gevork interceptou a comunicação por rádio entre Berlim e os seis e paraquedistas alemães que foram enviados ao Irã para assassinar os líderes, que se reuniram pela primeira vez para coordenar a estratégia contra Hitler na reunião conhecida como Eureka.

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Depois de estudar idiomas estrangeiros na URSS, o casal trabalhou durante muitos anos como dupla de agentes "em condições extremas em muitos países do mundo".

Em 1986, ambos voltaram a Moscou. No fim do mesmo ano, Goar se aposentou, mas nunca deixou de trabalhar como instrutora de futuros agentes, assim como o marido, que parou de espionar em 1992 e morreu em 2012.

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